7 de agosto de 2011

Pedro Cunha e Ricardo são ouro no vôlei de praia


Emocionante é a palavra certa para definir a primeira vitória da dupla Pedro Cunha e Ricardo. Antes de mais nada é preciso dizer que o "acaso" uniu os dois, eles não planejaram estar juntos, não haviam programado ser uma dupla, muito menos esperavam ser campeões em tão pouco tempo.


Eu sou muito suspeita para falar do Ricardo, porque desde que era dupla com Emanuel os dois eram símbolo de vitória, simpatia e sucesso, além de mim, todos os fãs lamentaram a separação e se dividiram na torcida deles, agora em lados opostos. Na etapa paulista do Circuito nacional, este ano, no Guarujá, Ricardo e Márcio estavam sentados próximos a mim na arquibancada e fiquei ainda mais apaixonada por aquela pessoa simples e cativante. Atendendo os fãs, chamando a torcida pro jogo e vibrando como um menino.

Confesso que fiquei triste pelo Márcio, com o final da dupla, mas não deixei de torcer pelos dois.


Agora falemos do Pedro, quem acompanha o vôlei de praia com certeza irá se lembrar de quando ele fazia dupla com o Franco e o veterano o incentivava, daquela forma que lhe é peculiar, gritando: Vamos garoto!!! ( risos) Os dois foram campeões nacionais e só não disputaram a vaga nas Olimpíadas porque Cunha sofreu sua primeira contusão grave. Quando voltou, se recuperou ficou meio sem dupla fixa, pegou ritmo de jogo e tentou formar dupla com Solberg quando mais uma vez ficou de fora por contusão. Em seu retorno, montou uma dupla desacreditada que calou a boca de todos com Thiago, sob o comando do técnico Dentinho e escreveram uma linda e vitoriosa história, sagrando-se campeões nacionais no ano passado.


No início de 2011 anunciou a volta da dupla com Pedro Solberg até que uma nova contusão o deixaria sem parceiro. A história de Pedro Cunha é formada por altos e baixos, pode ser comparada com a de grandes craques do esporte, como  Nalbert do vôlei de quadra, nosso capitão sofreu muito com contusões, longos períodos de recuperação e mesmo assim, nunca desistiu e se sagrou campeão. Cunha sempre volta e quase sempre consegue escrever vitórias em seu currículo.


Ainda na etapa do Guarujá( Circuito Paulista) pude ver o Pedro jogar pela primeira vez ao vivo e ele é impressionante, muito concentrado, técnico e se posiciona muito bem, dá vontade de torcer por ele. Se supera e briga, é marrento, daqueles jogadores que você jura que não está no jogo, mas tira um coelho da cartola quando você menos espera e resolve.


Onde essas duas histórias se cruzam? Pedro Solberg desfez a dupla com Pedro Cunha para jogar com Ricardo, todavia duas semanas depois foi pego no exame anti dopping, deixando Ricardo sem parceiro, qual era a alternativa? Unir o novo e o antigo parceiro de Solberg numa dupla temporária.


Tanto Ricardo quanto Pedro não sabiam como seria o desenrolar dessa parceria, na Polônia ficaram em quinto lugar, no Grand Slam começaram perdendo e foram para a repescagem, tristeza? Decepção? Talvez, mas quem quer vencer não pode ficar pensando nisso e os dois passaram pela repescagem, venceram Alison/ Emanuel nas oitavas, depois passaram por Benes P.-Kubala e iriam disputar a semi-final contra os temidos americanos.

Cunha e Ricardo ganhariam de Dalhausser/Rogers ( com um segundo set vencido por 33x31) e fariam uma memorável final contra os alemãs Brink/Reckermann. A torcida local merece destaque por sua paixão e participação efetiva nos jogos, cantando e comemorando cada lance espetacular. Foi um show de defesas, bloqueios e ataques mesclando força e inteligência. Parecia que os dois jogavam juntos a muito tempo. Cunha colocou a emoção para fora vibrando como aprendera com Franco e Ricardo parecia que nunca havia experimentado o gostinho do ouro, fez volta Olímpica e cumprimentou o público.


Uma vitória do destino que os uniu?
Um capricho divino que formou essa dupla?
Você acredita que foi o acaso?
Independente da sua resposta valeu a vitória e eu torço para que os dois fiquem muito tempo juntos e mais do que isso, conquistem a vaga para Londres e façam bonito ao lado de Alison/ Emanuel.

Deixo como sugestão pra vocês o texto da Federação Internacional de Vôlei, reproduzo a declaração do Pedro ao final do jogo.

“I’m really, really excited to have won a gold medal with the great Ricardo in just our third tournament together, especially when you think that we started this week 0-2,” said Cunha immediately after the gold medal finale to an international television audience. “I am very, very honored to be part of this new partnership and I know we will continue to get better and have more success. We beat some very great teams in this tournament including Brazil’s Alison/Emanuel, USA’s Dalhausser/Rogers and now Germany’s Brink/Reckermann, the three teams that were seeded ahead of us here in Klagenfurt.” FIVB

" Eu estou muito feliz em vencer e conquistar essa medalha de ouro ao lado de um grande parceiro como o Ricardo, é apenas nosso segundo( no texto acima diz terceiro, mais..) torneio juntos, principalmente após começarmos a semana perdendo dois jogos, disse Cunha logo após a conquista para uma TV internacional. " Eu estou muito honrado em fazer parte desta nova parceria e sei que vamos continuar a evoluir e ter mais sucesso. Nós vencemos grandes duplas incluindo Alison/ Emanuel, Dalhausser/ Roger e agora os alemãs, nós passamos pelas três duplas aqui em Klagenfurt. FIBV

Brazil’s Cunha/Ricardo win men’s gold in Austria Sunday - FIBV


Blilly e Bruno ficaram em quarto lugar.

Os brasileiros Alison e Emanuel permanecem na liderança do ranking mundial após o encerramento do Grand Slam austríaco. A dupla brasileira, que ficou em nono lugar em Klagenfurt, soma 6.220 pontos na temporada. Rogers e Dalhausser chegaram a 6.100 com o bronze, enquanto Brink e Reckermann passaram a ter 5.160 com a prata.

Depois do Grad Slam de Klagenfurt, o Circuito Mundial terá uma semana sem competições. A temporada masculina será retomada na ilha de Aland, na Finlândia, que receberá a 12ª das 14 etapas do ano, entre os dias 16 e 21 de agosto.

Fotos: FIVB e CBV

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4 comentários:

FuteB.R.O.N.C.A.! disse...

Sempre fui fã de Ricardo, desde a época em que jogava com Emanuel. Vem desempenhando excelente papel com Pedro Cunha. Londres 2012 é logo ali! Tomara!

Saudações!!!

Giovani Mattiollo disse...

Esse Ricardo joga demais né Rafaela, e com qualquer dupla, seja com Pedro, Emanuel, ou qualquer outro.

Abraço

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---> Inesquecível: Grêmio campeão da América em 1983
---> Grêmio empata com o Palmeiras: 0 a 0
---> O estilo Roth e o Grêmio

Gabriel Campi disse...

Que belo post, Rafaela, meus parabéns. Pelo visto só dá Brasil no circuito mundial de volei de praia. Allysson e Emannuel já haviam ganhado, agora Pedro Cunha e Ricardo, mostrando a qualidade das duplas brasileiras. Parabéns a eles.

Abraços!

www.blogfutebolnaveia.blogspot.com

Samira Calais disse...

O fim de semana que não dá para acompanhar o volei é só vir aqui no seu blog, né Rafaela? Tem todo o resumo do final de semana!
O Ricardo é o cara nas areias, e independente com quem joga ele arrebenta! Essa parceria com o Cunha tem tudo para ir muito longe!
Muito bacana o post!

Abraço!

Samira
http://oquedeuerradofc.blogspot.com/