Mostrando postagens com marcador Muito Prazer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Muito Prazer. Mostrar todas as postagens

4 de maio de 2013

Muito Prazer: Juliana, de volta às competições internacionais

Melhor do mundo em 2009/10/11, Ju volta à seleção.
Depois de alguns meses de molho, sob a justificativa de não comparecimento à apresentação oficial da seleção feminina de vôlei de praia, no final de 2012, Juliana finalmente volta a fazer parte do grupo de jogadoras aptas a disputar as competições internacionais (entenda o caso).

Após se separar de Larissa e anunciar Maria Elisa como parceira, Juliana não se apresentou, foi cortada e, até então, não conseguiu manter uma boa regularidade com a nova dupla, até porque estar fora de seleção impedia os treinamentos ao lado de Maria Elisa.

Com a reconvocação, a heptacampeã do Circuito Mundial terá como missão fortalecer o grupo de brasileiras que disputa a competição nesta temporada, que não conseguiu chegar nem ao pódio na etapa de abertura semana passada, em Fuzhou, na China.

Uma punição pesada, mas que teve que ser finalizada por conta de possíveis maus resultados nas próximas etapas e da chuva de críticas por essa manutenção do corte.

Afinal, por mais que as atletas convocadas para essas primeiras duas etapas tenham uma certa experiência, nenhuma parceria reorganizada pelo técnico Marcos Miranda está perto do nível Juliana/Larissa imposto nos últimos anos.

Com o encerramento do Grand Slam da China, nesta madrugada, as atletas voltam ao Brasil e se reapresentam para os treinamentos em conjunto no dia 13 de maio, em Saquarema.

Com a presença de Juliana, a seleção feminina passará a ser formada por 12 atletas: Ágatha, Ângela, Bárbara Seixas, Carolina, Elize Maia, Lili, Maria Clara, Maria Elisa, Rebecca, Taiana e Talita.

E aí, mais um quebra-cabeças na formação das duplas: Juliana formará parceria com Maria Elisa? Neste caso, Ágatha volta a fazer dupla com Bárbara Seixas? E Lili, jogará ao lado de quem?

Palpites?

PS: Maria Clara/Carol e Taiana/Talita se enfrentam logo mais, nas semifinais em Xangai. Pedro Solberg/Bruno Schmitd terminaram em 2º e Ricardo/Álvaro em 3º.

20 de abril de 2013

Muito Prazer: entrevista com jogador Billy, do vôlei de praia

Billy concorda com seleção, mas aponta falhas na ideia.
Olá, leitores do Apenas Um Ponto Esportivo. Publico aqui na coluna Muito Prazer hoje uma entrevista cheia de declarações fortes, coerentes e verdadeiras.

Com o novo critério adotado no vôlei de praia, em que cada país passa a contar não mais com duplas isoladas, mas com seleções, muitos atletas não convocados ficarão sem a chance de disputar as tradicionais competições internacionais, como Circuito Mundial e Copa do Mundo de Vôlei de Praia.

Um dos poucos que aceitam comentar sobre o assunto publicamente, o capixaba Billy, parceiro do atual campeão brasileiro Bruno Schmitd por duas vezes, mostra-se preocupado com o futuro da modalidade. Corajoso, o atleta aceitou dar uma entrevista ao blog Primeiro Set e suas respostas dão uma dimensão de como anda o clima entre entidades e atletas. Confira:

A partir deste ano, a participação em competições mundiais vai depender das convocações para as seleções. E você não está na lista dos atletas chamados. Diante disso, quais seus planos? Com o encerramento do CBBVP e com o retorno marcado só para agosto, o que você planeja disputar nesse período?
Bem, final de agosto, né? Quase setembro e isso são praticamente 5 meses sem competir. Complicado...Eu joguei ano passado nos EUA e foi muito bom. Talvez retorne para lá esse ano.

Ainda sobre o novo critério: alguns atletas defendem a manutenção da seleção de vôlei de praia, mas defendem também que nenhuma dupla seja impedida de disputar o Circuito Mundial, desde que essas parcerias arquem com as despesas por conta própria. Você concorda com esse pensamento?
Acho muito legal esse lance de seleção brasileira. Mas estão fazendo de maneira errada. Acho que cada time tem que treinar com sua comissão técnica e ser coordenado por apenas um técnico durante o mundial. Imagina dois atletas, um time, com seu técnico, preparador físico, etc.. Já trabalham juntos há muito tempo e o conhecimento da forma de trabalho é grande. De repente, você pega um cara que nunca te treinou, técnica ou fisicamente, e que pode comprometer o rendimento seu ou do time. Quem perde é o Brasil! Eles acham que é indoor, mas não é. E nunca vai ser. E impedir que alguém jogue o Circuito Mundial ou outra competição não entra na minha cabeça. O Márcio acabou em quarto lugar ano passado no ranking do mundial. E agora não vai? Ele tinha que ir. Se algum atleta, por mérito, conseguisse melhores resultados e melhor pontuação que ele, então ele sairia. E pelo que sei, muita gente já foi pro mundial custeando suas próprias despesas. Então nesse ponto não iria mudar muita coisa.

Você é um dos poucos atletas que vem demonstrando publicamente sua insatisfação contra os novos sistemas adotados por CBV e FIVB. Você não teme o risco de represálias?
Não e nunca vou ter medo. O que eles vão fazer? Isso é baixo. Pelo que sei, vivemos num país em que a liberdade de expressão é permitida e aceita, certo? Dei a minha opinião e vou continuar dando. Não concordo com o que estão fazendo. Eles precisam entender que não é fazendo mal ou prejudicando um atleta aqui ou ali é que vai resolver alguma coisa. Eles já estão fazendo um grande mal para o esporte! Você diria para um adolescente hoje que o vôlei de praia é uma carreira promissora ? Então! Espero sinceramente que alguma coisa mude, e rápido, pelo bem do esporte.

Muitos jovens, como Evandro, Daniel Lazzari e Brian, foram convocados com a ideia de amadurecê-los para as próximas Olimpíadas. Por outro lado, veteranos, como Márcio, Harley, Fábio Luiz e Benjamin, estão fora dos planos da CBV. Você concorda com o raciocínio? 
Acho que esses jovens poderão ser grandes atletas. Todos têm potencial. Mas ninguém evolui se não passar por dificuldades. Quer ajudar? Dê passagens, hospedagens, etc.. Mas tem que ralar, vir de baixo. Veja o Alison: é o nosso cara hoje na seleção. Nossa grande chance de medalha pra 2016. Ralou muito e isso fez ele evoluir. Evoluiu por mérito dele. Pergunte a esses aí que você citou como foi o começo deles. Qualifying, ralação um, dois, três anos. O Harley foi melhor jogador do mundo duas vezes e está fora. O Benjamin é o atleta mais inteligente do Brasil para jogar vôlei de praia atualmente e não está. O Fábio Luiz merecia uma chance. Não desmerecendo os demais, mas ninguém leva pra guerra quem ainda não sabe atirar direito.

Para quem quiser acompanhar a entrevista na íntegra, assim como se informar sobre todas essas mudanças no vôlei de praia, faço o convite para vocês darem uma passada no Primeiro Set.

Abraços e até o próximo Muito Prazer!


6 de abril de 2013

Muito Prazer: melhores da temporada 2012/13 do vôlei de praia

Pedro Solberg e Bruno Schmitd têm cinco indicações cada.
Oi, pessoal! Andei um pouco sumida aqui do Apenas Um Ponto Esportivo, mas, como diria o ditado, quem é vivo sempre aparece.

E em breve, nós seremos apresentados aos melhores atletas da temporada 2012/13 do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, competição que se encerrará neste mês, em Brasília.

Com a mudança do calendário de disputas do campeonato nacional, a escolha dos melhores atletas de vôlei de praia da temporada, que tradicionalmente deveria acontecer no final do ano, iniciou essa semana.

São três indicações em cada uma das oito categorias. No masculino, Pedro Solberg e Bruno Schmitd, campeões por antecipação, merecidamente são os mais indicados.

No feminino, com a aposentadoria de Larissa, com as várias trocas de parceria e uma quebra no campeonato em dezembro, a disputa promete ser mais equilibrada.

O detalhe negativo é a ausência da categoria de melhor técnico, uma indicação justa, importante e necessária, que não deveria ter saído da lista.

A escolha desse ano é aberta ao público e os votos serão contalizados no site da CBV.

Confira os concorrentes:

MASCULINO

Revelação:
Álvaro Filho
Guto
Luciano

Melhor Levantamento:
Bruno Schmidt
Oscar
Pedro Solberg

Melhor Recepção:
Bruno Schmidt
Pedro Solberg
Ricardo

Melhor Bloqueio:
Alison
Pedro Solberg
Ricardo

Melhor Saque:
Bruno Schmidt
Evandro
Harley

Melhor Defesa:
Álvaro Filho
Bruno Schmidt
Emanuel

Melhor Ataque:
Alison
Pedro Solberg
Ricardo

Melhor Jogador:
Bruno Schmidt
Pedro Solberg
Ricardo

FEMININO

Revelação:
Ágatha
Natasha
Thaís

Melhor Levantamento:
Larissa
Rebecca
Taiana

Melhor Recepção:
Bárbara Seixas
Maria Elisa
Shaylyn

Melhor Bloqueio:
Juliana
Lili
Talita

Melhor Saque:
Ágatha
Bárbara Seixas
Maria Elisa

Melhor Defesa:
Maria Elisa
Rebecca
Taiana

Melhor Ataque:
Juliana
Larissa
Rebecca

Melhor Jogadora:
Ágatha
Juliana
Larissa

E aí, quais são os palpites de vocês?

Foto: Maurício Kaye/CBV
 

29 de dezembro de 2012

Muito Prazer: Rebecca e Lili






Ceará e Espírito Santo são dois Estados com tradição no vôlei de praia brasileiro. Do primeiro, exemplificativamente, podemos citar os mitos Franco e Shelda; enquanto do segundo, merecem destaque os medalhistas olímpicos Larissa e Alison (Mamute). É desses dois Estados que vêm nossas personagens de hoje que, assim como seus conterrâneos, querem escrever seus nomes na história do esporte brasileiro e mundial.


Analisando o currículo das jovens Rebecca Silva e Liliane Maestrini, verificamos que, além da pouca idade, várias são as coincidências entre suas trajetórias profissionais.


Ambas iniciaram suas carreiras no vôlei indoor, passando por importantes clubes do País: enquanto Rebecca jogou pelo Pinheiros (SP); Lili defendeu o BCN (Joinville/SC). A migração das duas atletas para as areias também aconteceu pela mesma via, qual seja, Projetos de Novos Talentos: Rebecca pelo Projeto de Novos Talentos do técnico Reis Castro e do preparador físico Oliveira Neto, integrantes da comissão técnica de Larissa e Juliana; e Lili pelo Projeto Renovação da CBV.


As duas também foram representantes do Brasil em Campeonatos Mundiais de Base, conseguindo os dois últimos melhores resultados do País na competição: Rebecca foi prata no Mundial Sub-21, em 2012; e Lili conquistou o ouro em 2007. A primeira ainda foi a representante do Brasil no Mundial Sub-21, em 2011 e no Sub-19, em 2010. Nos torneios nacionais de Base, a história se repete: Rebecca foi Campeã Brasileira Sub-21 em 2011 e Sub-19 em 2010; já Lili, venceu o Sub-21 em 2007.


Quando partimos para torneios continentais, as coincidências prosseguem: tanto uma quanto a outra foram ouro nos Jogos Sul-Americanos de Praia: Rebecca em 2011 e Lili em 2009.


Vale mencionar, ainda, os outros títulos nacionais e internacionais que as duas conquistaram em suas incipientes carreiras, tais como, o ouro no Evento Teste dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2011, vencido por Lili; e o prêmio de Revelação do Circuito Banco do Brasil, no mesmo ano, faturado por Rebecca.


Jogando juntas desde a primeira etapa do Circuito Banco do Brasil 2012/2013, o destino profissional das duas jovens agora, mais do que nunca, parece apontar para o mesmo sentido: a vitória.


Desde a primeira participação como dupla, apesar do pouco tempo de treino juntas, as duas já mostraram a que vieram. Em Cuiabá, as campeãs mundiais Larissa e Juliana suaram bastante e precisaram de três sets para garantir a vaga na final da competição, que acabou com a nova dupla em quarto lugar. Na etapa seguinte, em Goiânia, Rebecca e Lili repetiram o resultado; e, em BH, ficaram com o quinto posto. Em Campinas, a tão sonhada final chegou e, com ela, o primeiro pódio da dupla, mais uma vez dando trabalho para as medalhistas de Londres, que precisaram levar o jogo para o tie break para assegurar o título da etapa campineira. Em Curitiba, nova presença no pódio, desta vez, no terceiro posto. 


No Rio, última etapa do ano, novo encontro com as heptacampeãs do Circuito Mundial e coube às novatas impor a última derrota da dupla que se separava naquela oportunidade, garantindo passagem para a final e, mais do que isso, para a conquista da primeira etapa de Circuito Banco do Brasil da carreira das duas atletas, quer individualmente, quer como dupla. E o título veio em um lugar inspirador e sugestivo: as areias de Copacabana, possível palco das disputas de vôlei de praia em 2016.


Além disso, Rebecca e Lili ainda conquistaram o ouro para o Brasil na primeira etapa do Circuito Sul-Americano, na Argentina, além de ambas estarem convocadas para a Seleção Brasileira de Praia, que representará o Brasil nas competições internacionais em 2013.


A meta da dupla é ambiciosa: estar nos Jogos Olímpicos 2016, no Rio, e é este o objetivo que perseguem sob a batuta do técnico Elmer Calvis. A estrada é longa, construída dia-a-dia, com dedicação aos treinos e muito foco, mas, com a determinação que as duas têm demonstrado, ninguém ousa duvidar de que conseguirão chegar lá, não é mesmo?



Ana Sofia é advogada e administra a Fan Page Oficial da Rebecca Silva (www.facebook.com/rebeccasilvaoficial) e a página Rebecca e Lili (www.facebook.com/rebeccaelili) no Facebook

Foto da dupla: Karina Zanella 
Foto da Rebecca: Iranice Santos

 

24 de novembro de 2012

Muito Prazer, Gustavo Endres. Estrela do estreante Canoas Vôlei

Gustavo é a principal referência no grupo do técnico Paulão.
Foi dada a largada para mais uma temporada de Superliga de Vôlei. Enquanto as primeiras partidas da competição feminina começaram ontem, a estreia das equipes masculina está começando na noite deste sábado.

E para marcar esse início de Superliga, compartilho com vocês uma entrevista que fiz com um dos principais nomes do vôlei brasileiro, campeão olímpico em Atenas 2004, vice em Pequim 2008, seis vezes campeão da Liga Mundial, duas vezes campeão italiano e com um sonho ainda em mente: conquistar pela primeira vez na carreira o título de campeão brasileiro.

Mesmo com humildade e pés do chão ao afirmar em outras entrevistas que vitórias contra equipes como Sada/Cruzeiro, Sesi-SP e Vivo/Minas não são prometidas a nenhum patrocinador, o meio de rede Gustavo Endres, principal referência do estreante Canoas Vôlei, demonstra o desejo em fazer um bom campeonato pelo time de seu estado. Confiram:

Você foi contratado como jogador, mas vem fazendo também o papel de “cartola” do Canoas. Você sempre foi um líder dentro de quadra e agora começa a fazer o mesmo fora delas. Como está sendo essa nova experiência? Quais as principais tarefas que você tem executado nessa nova função?
Não é bem uma tarefa de cartola.Venho acompanhando o Paulão e o Fábio Senna (gerente geral) nas reuniões que envolvem a busca por patrocinadores e outros detalhes que envolvam o clube. Mas a minha função segue dentro de quadra, ainda assim observando o que cerca o mundo do voleibol fora das quadras. A intenção é que isso vá me dando um base para quando encerrar a carreira.

Um time estreante em Superliga, sem investimentos milionários, mas com nomes como Minuzzi, Rafinha, você e Paulão. Ou seja, um time modesto, mas, se comparado a outras equipes, com peças importantes no elenco. Quais as pretensões do Canoas nesta primeira Superliga?
Montamos um grupo baseados na confiança em cima de um projeto encabeçado pelo Paulão. Tem sido muito bom o retorno da cidade, dos torcedores e patrocinadores. Nosso objetivo traçado é chegar aos playoffs, apostando em jogadores experientes e, principalmente, identificados com o estado, já que o Canoas é o único representante gaúcho na Superliga.

Você foi contratado como jogador, mas vem fazendo também o papel de “cartola” do Canoas. Você sempre foi um líder dentro de quadra e agora começa a fazer o mesmo fora delas. Como está sendo essa nova experiência? Quais as principais tarefas que você tem executado nessa nova função?
Não é bem uma tarefa de cartola.Venho acompanhando o Paulão e o Fábio Senna (gerente geral) nas reuniões que envolvem a busca por patrocinadores e outros detalhes que envolvam o clube. Mas a minha função segue dentro de quadra, ainda assim observando o que cerca o mundo do voleibol fora das quadras. A intenção é que isso vá me dando um base para quando encerrar a carreira.

Um time estreante em Superliga, sem investimentos milionários, mas com nomes como Minuzzi, Rafinha, você e Paulão. Ou seja, um time modesto, mas, se comparado a outras equipes, com peças importantes no elenco. Quais as pretensões do Canoas nesta primeira Superliga?
Montamos um grupo baseados na confiança em cima de um projeto encabeçado pelo Paulão. Tem sido muito bom o retorno da cidade, dos torcedores e patrocinadores. Nosso objetivo traçado é chegar aos playoffs, apostando em jogadores experientes e, principalmente, identificados com o estado, já que o Canoas é o único representante gaúcho na Superliga.

A entrevista completa com Gustavo está disponível também no meu blog Primeiro Set, bem como a tabela completa e outros detalhes da Superliga. Convido vocês para darem uma passada por lá também!

E que venham muitas boas partidas de vôlei para gente conferir!

30 de setembro de 2012

Muito Prazer, novo presidente da Federação Internacional de Vôlei

Com exatos 51% dos votos, Ary é o novo presidente FIVB.
De uns tempos para cá, não é raro ouvir alguém falando que o Brasil é o país do futebol voleibol. E para equiparar a briga, depois de termos um brasileiro no cargo máximo da Federação Internacional de Futebol (FIFA), chegou a hora de um representate do vôlei ocupar a mesma posição na Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Após João Havelange, Ary Graça, atual presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e da Confederação Sul-Americana, é o segundo brasileiro a comandar uma federação esportiva internacional.

A eleição aconteceu nos Estados Unidos, na semana passada, e Ary recebeu 103 votos, contra 86 do americano Doug Beal e 15 do australiano Chris Schacht.

Se isso trará algum benefício ao Brasil? Obviamente que as vantagens não serão sentidas dentro de quadra, como em placares das partidas ou cruzamentos das seleções nas competições, por exemplo.

Mas dentre algumas propostas, Ary pode ser extremamente importante para a manutenção de nossa supremacia, como a ideia de acabar com os mundiais em países asiáticos, reclamação constante de muitos atletas brasileiros, que se sentem "perdidos" com o fuso horário e com a comida local.

Além disso, o novo presidente defende a implantação de ferrametas tecnológicas para checar lances duvidosos durante as partidas, algo que pode ser muito útil não só pelos brasileiros, mas para as seleções em geral.

Alterações nas regras de levantamento no vôlei de praia, aumento da quadra de areia e internacionalização de projetos sociais, como o Viva Vôlei, são assuntos também colocados em pauta.
 
Ou seja, uma gestão que pode contribuir ainda mais pela valorização do esporte nacionalmente e internacionalmente.

É desejar boa sorte e torcer para que o mandato do brasileiro possa ser de grande destaque!

8 de setembro de 2012

Muito Prazer, CBV divulga equipes da Superliga 2012/13

Com Walewska e Zé, Vôlei Amil promete lutar pelo título.
Mais uma edição de Superliga vindo por aí! A partir de novembro, ainda sem data definida, começa a principal competição do vôlei indoor brasileiro.

No feminino, 10 equipes participarão da competição: Unilever (RJ), Vôlei Amil (SP), Sollys/Nestlé (SP), E.C. Pinheiros (SP), BMG/São Bernardo (SP), São Caetano (SP), Sesi-SP (SP), Rio do Sul (SC), Usiminas/Minas (MG) e Banana Boat/Praia Clube (MG).

Destaque para a nova equipe paulista do Vôlei Amil, comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, que promete descentralizar a disputa Unilever x Sollys/Nestlé.

No masculino, serão 12 participantes: BMG/São Bernardo (SP), Sesi-SP (SP), Vôlei Futuro (SP), Funvic/Sejelp/Midia Fone (SP), Medley/Campinas (SP), Canoas (RS), Super Imperatriz Vôlei (SC), RJX (RJ), Volta Redonda (RJ), UFJF (MG), Vivo/Minas (MG) e Sada Cruzeiro (MG).

Além do acesso da equipe de Canoas, campeã da Superliga B em 2011, os destaques ficam por conta da ausência das equipes de Montes Claros e Cimed, que cedem lugar para Funvic/Sejelp/Midia Fone e Super Imperatriz Vôlei.
 
A fórmula de disputa será a mesma da edição anterior. Na fase classificatória, todos os times se enfrentam, em turno e returno. As oito equipes mais bem colocadas estarão classificadas as quartas de final, cujos cruzamentos serão entre 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º, no sistema de playoffs de três partidas.

Nas semifinais, as equipes classificadas também farão três jogos na busca pela vaga na final.

Já a grande decisão acontecerá em jogo único.

O sistema de pontuação será o mesmo já utilizado na Superliga 11/12: vitória por 3 sets a 0 ou por 3 sets a 1 vale três pontos. Já vitórias por 3x2 darão dois pontos ao vencedor e um ao perdedor.

 Para quem vai a sua torcida?

25 de agosto de 2012

Muito Prazer: o estatístico de ouro

'Sou um privilegiado, fico envaidecido com tudo isso', diz Boni.
Há exatos 15 dias, estavámos nós comemorando o bicampeonato olímpico da seleção feminina de vôlei! Um 3x1 de virada, para cima das poderosas norte-americanas e um sentimento de superação super bacana com as nossas meninas!

No entanto, com os holofotes todos voltados para as jogadoras e para o técnico Bernardinho, um notável trabalho quase passa despercebido: o da estatística, dirigido por Marco Antônio Di Bonifácio, o Boni, formado em educação física, mestre e doutorando da USP.

A matéria foi produzida por Cleber Akamine, do Globo Esporte.com, e por mostrar o vôlei de um ângulo totalmente diferente, compartilho alguns trechos para que aqueles que ainda não conferiram possam perceber a importância de Boni na conquista da medalha em Londres.

Ao lado do técnico José Roberto Guimarães desde 2007 (também foi campeão em Pequim-2008), é ele o responsável por colher os dados estatísticos da equipe e também das adversárias. Quem saca melhor? Quem defende pior? Onde a ponteira costuma bater a bola? Quem é a atacante mais acionada?

- As norte-americanas eram favoritas ao título, mas a gente sabia que poderia ganhar delas. A gente tinha que fazer algo diferente para vencê-las. Depois de muitos vídeos, muitas análises, observamos que as americanas perderam para a Alemanha na Copa do Mundo porque as alemãs adotaram um jeito diferente do que a gente vinha usando.

O assistente técnico revelou um dos 'segredos' da final olímpica.

- Antes, a gente sacava na Larson e até na Logan Tom. E não adiantava. Além de elas passarem muito bem, a bola era muito rápida. Então, passamos a forçar o saque na líbero delas, que não estava tão bem, e tinha um passe um pouco mais alto (lento). Isso acabou facilitando a ação do nosso bloqueio e também da nossa defesa - comentou o estatístico, que durante os jogos fica no fundo da quadra, filmando as partidas e anotando tudo em um notebook, nos mínimos detalhes - as informações são transmitidas em tempo real para os auxiliares, que ficam com um tablet, no banco de reservas.

Boni trabalha antes, durante e depois dos jogos. Durante toda a fase de preparação, por exemplo, as atletas assistem a várias partidas das adversárias.

- Antes de cada jogo, costumamos fazer duas ou três sessões de vídeo. Algumas seleções, como a dos Estados Unidos, a gente já tinha referências de como as atacantes atuam e qual a maior incidência e direcionamento de ataque que elas possuem. Isso, desde Saquarema (local de treinamentos da seleção no Rio de Janeiro).

Amigo de José Roberto Guimarães, Marco Antônio Di Bonifácio foi convidado pelo próprio treinador para integrar a equipe que estava sendo montada para a disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

- Quando o Zé me chamou para participar da comissão técnica, eu nunca tinha mexido com estatística ou com computação. Ele queria uma pessoa que fizesse uma análise estatística da equipe, e não somente um número frio. Tive que aprender muito rápido. Ele chegou para mim no ano olímpico, e queria que eu estivesse o tempo todo junto. Eu pensei, ótimo.

O assistente chegou a questionar o treinador.

- A primeira pergunta que eu fiz foi a seguinte: ‘você acha que eu sou capaz?’. Ele disse ‘eu acredito, por tudo o que você faz e pelos desafios que você já enfrentou. Acredito que você tenha competência para assumir isso e aprender'. Pronto. Em 45 dias eu me tornei um estatístico e na minha primeira Olimpíada fomos campeões. Sou um privilegiado e fico envaidecido com tudo isso.

 A entrevista completa com Boni pode ser conferida através deste link.

28 de julho de 2012

Muito Prazer, datas e horários das partidas do vôlei em Londres

Ricardo e Pedro estrearam bem em Londres. Foto: Terra
E lá se foi o primeiro dia de Olimpíadas! Estreia 100% vitoriosa do vôlei brasileiro em Londres.

Vitória de Juliana e Larissa sobre Rigobert/Li Yuk (Ilhas Maurício) por 2x0 (21/5 e 21/10), vitória de Ricardo/Pedro Cunha sobre noruegueses também por 2x0 (21/14 e 21/18) e sufoco vitorioso da seleção feminina contra a Turquia: 3x2, com parciais de 25/18, 23/25, 25/19, 25/27 e 15/12.

Amanhã Alison e Emanuel, Talita e Maria Elisa e a seleção masculina iniciam as disputas.

Para não perder nenhuma das partidas em Londres, confira abaixo todas as próximas datas e horários da modalidade nesta primeira fase da competição.

VÔLEI MASCULINO

Grupo: Brasil, Tunísia, Rússia, EUA, Sérvia e Alemanha
29/07  - Brasil x Tunísia - 18h
31/07 - Brasil x Rússia  - 18h
02/08 - Brasil x EUA  - 16h
04/08 - Brasil x Sérvia - 18h
06/08 - Brasil x Alemanha - 18h

VÔLEI FEMININO

Grupo: Brasil, Turquia, EUA, Coréia do Sul, China e Sérvia
30/07 - Brasil x EUA - 12h45
01/08 - Brasil x Coréia - 18h
03/08 - Brasil x China - 05h30
05/08 - Brasil x Sérvia - 18h

VÔLEI DE PRAIA

29/07
7h - Alison/Emanuel x Doppler/Horst (Áustria)
16h - Talita/Maria Elisa x Meppelink/Van Gestel (Holanda)

30/07
11h30 - Juliana/Larissa x Holtwick/Semmler (Alemanha)
13h30 - Ricardo/Pedro Cunha x Grotowski/Garcia-Thompson (Grã-Bretanha)

31/07
6h - Alison/Emanuel x Heuscher/Bella (Suíça)
8h - Talita/Maria Elisa x Goller/Ludwig (Alemanha)

01/08
11h30 - Juliana/Larissa x Klapalova/Hajeckova (República Tcheca)
16h - Ricardo/Pedro Cunha x Binstock/Reader (Canadá)

02/08
6h - Alison/Emanuel x Lupo/Nicolai (Itália)
13h30 - Talita/Maria Elisa x Bawden/Palmer (Austrália)

As Olimpíadas de Londres estão sendo transmitidas pela Rede Record na TV aberta e pelos canais SporTV, ESPN, ESPN Brasil, ESPN HD e Band Sports na TV fechada.

Confira aqui as datas e horários de todas as outras modalidades. 

14 de julho de 2012

Muito Prazer, Londres é logo ali para Alison/Emanuel

13 dias! A cada dia os Jogos Olímpicos de Londres ficam mais próximos!

Se o corte de Mari e a má atuação nas partidas finais da Liga Mundial trouxeram um certo temor em relação ao vôlei indoor, no vôlei de praia a situação é bem diferente.

No último "esquenta" (já que a dupla abriu mão do Grand Slam da próxima semana) de Alison e Emanuel para a principal competição esportiva do planeta, mais uma prova de que os atletas brasileiros são os principais candidatos ao ouro olímpico.

Vitória e título do Grand Slam de Berlim sobre norte-americanos Gibb e Rosenthal, que haviam vencido a dupla brasileira nas últimas duas decisões de Circuito Mundial, e moral elevada para a estreia em Londres.

Enquanto Emanuel se prepara para a sua quinta Olimpíada (sim, ele esteve em todas as participações do vôlei de praia nos Jogos), Alison saiu da condição de telespectador e, aos 26 anos, chega a sua primeira participação olímpica.

Para entrar no clima de Londres, um vídeo bem bacana, que conta um pouco da história do "mamute" Alison.

PS: Além do ouro masculino, o vôlei de praia feminino também pode ficar com o título do Grand Slam de Berlim. Juliana e Larissa estão nas semifinais da etapa e enfrentam italianas Cicolari/Menegatti, às 6h30 amanhã (horário de Brasília).

29 de junho de 2012

Muito prazer especial, Juliana e Larissa # 3




Hexacampeãs do Circuito Mundial (2005, 2006, 2007, 2009, 2010, 2011), pentacampeãs do Circuito BB (2005, 2006, 2007, 2010, 2011), Campeãs Mundiais (2011) e bicampeãs Pan-Americanas (2007, 2011), a dupla merece mais do que nunca o reconhecimento e a confiança por tudo que já fez e ainda fará pelo Brasil.  Donas de mais de 100 títulos alcançados em março deste ano, a dupla com certeza alcançará a marca de títulos de Adriana e Shelda que em 13 anos de carreira alcançaram 114 títulos.

Podemos dizer que mesmo muito diferentes fora e dentro da quadra, Larissa e Juliana se completam quando pisam juntas nas areias. Essa química perfeita fez e faz delas as grandes vencedoras do vôlei de praia mundial. Recordistas absolutas de etapas vencidas no Circuito Mundial, venceram praticamente tudo que já disputaram nestes 8 anos de parceria.

Uma química perfeita onde Larissa, mais séria, é o talento, a liderança, o perfeccionismo dentro da quadra e Juliana a mais extrovertida, brincalhona, é a força, a explosão.


O equilíbrio de duas atletas com características bem diferentes mas com fatores comuns como a garra, a superação, o jamais desistir, o superar seus próprios limites em prol dos seus sonhos. Conseguiram usar a técnica, o  talento e a determinação para o perfeito sucesso da dupla. Larissa disparada a melhor levantadora do mundo e uma das melhores defensoras se destaca ainda pelo excelente ataque e saque, considerada uma das melhores jogadoras do mundo é a craque do time, o cérebro da dupla. Juliana uma das melhores jogadoras do mundo, e uma das melhores bloqueadora, mesmo sendo baixa para os padrões consegue superar com toda sua explosão física a dificuldade em brigar com as gigantes na rede. Juliana ainda se destaca nos fortes ataques, fazendo deste equilíbrio técnico e tático da dupla, fundamental para vencer todas as adversárias.

Com todas essas conquistas o que falta ainda para completar a já brilhante carreira da dupla é uma participação olímpica e que todos desejamos se concretizar daqui a menos de 2 meses, em Londres. Citadas como uma das grandes favoritas ao ouro olímpico a dupla independente da conquista ou não, já é com toda certeza nome de destaque do cenário do vôlei de praia não só nacional como mundial. 





Sim campeãs não só de títulos mas campeoníssimas em premiações, alguns até  pode-se dizer que são "hors concours" como Larissa de melhor levantadora, indiscutivelmente a melhor nesse fundamento e  Juliana eleita 3 vezes a melhor jogadora do mundo FIVB.

Com toda certeza confiamos e acreditamos muito na principal dupla do país em Londres. Afinal desafios, marcas e recordes a serem batidos sempre fizeram parte da carreira de Larissa e Juliana e jamais foram obstáculos para elas, muito pelo contrário, foram alicerces para a dupla buscar dia a dia a motivação para treinarem e entrarem em quadra com a mesma disposição de quando ainda estavam buscando um lugar de destaque no vôlei de praia.

E como aprendi com elas e especialmente com Larissa, que Nada Acontece por Acaso...e que tudo tem uma razão. Se por ventura queira Deus que o auge maior não venha em Londres, jamais podemos deixar de enaltecer, valorizar e aplaudir de pé tudo que essas duas meninas, mulheres, guerreiras e brasileiras, fizeram, fazem e tem muito a fazer por todos nós e pelo esporte num todo.

Aqueles que vierem a criticar um resultado, uma derrota estarão sendo injustos com tudo o que a dupla conquistou...Curriculum mais do que invejável, que os críticos podem esquecer simplesmente pelo simples fato de pensarem só no momento atual, mas que se fossem entrar em quadra aposto que jamais chegariam ao sucesso que elas já conquistaram. Larissa e Juliana já não devem nada a ninguém...Já deixaram mais que certa a certeza que aquela dupla que começava a despontar em 2004 seria sim um nome a ser gravado e cravejado de ouro no Hall da Fama do vôlei de praia não só do Brasil como do Mundo.

Então galera fica aqui alguns dados sobre a dupla e  o porque de todos acreditamos e ficarmos juntos, focados com elas neste mesmo SONHO.


Curiosidades sobre Larissa e Juliana:

1ª Dupla a conquistar o Bicampeonato Pan-Americano (2007-2011)
Dupla recordista de conquistas de Circuito Mundial juntamente com Adriana e Shelda - 6 títulos (Hexacampeãs).
Dupla recordista de finais consecutivas no Circuito BB - 20 finais (Goiânia 05 (abril) à Brasília 06 (novembro)).
Dupla recordista de títulos consecutivos no Circuito BB - 11 títulos (Goiânia 2010 à Guarujá 2011)
Dupla recordista de conquistas de etapas do Circuito BB em um mesmo ano - 11 (2010)
Dupla recordista de conquistas de etapa do Circuito Mundial Feminino em um mesmo ano - 8 (2009)
Dupla com maior invencibilidade no CBB - 60 jogos (Goiânia 2010 até Final Curitiba 2011)
Dupla com mais conquistas de etapas no Circuito Mundial - 42 etapas conquistadas + 1 Campeonato Mundial FIVB.
Dados da dupla considerando - Circuito BB ( até Fortaleza 2012), Circuito Mundial ( até Pequim 2012), Campeonatos Mundiais , Pan-Americano 07 e 2011).

Total de Jogos - 1086 jogos

Total de Vitórias - 947 vitórias

Total de Derrotas - 139 derrotas

Total de Torneios Disputados - 188 torneios (Pan, Circuito Mundial, Copa do Mundo e BB)
Total de Títulos Conquistados - 102 títulos em 188 torneios disputados.


Saiba mais sobre as conquistas no post referente aos 100 títulos da dupla http://www.larissaejuliana.blogspot.com.br/2012/03/ola-galera-larissa-e-juliana-alcancaram.html






Karina Zanella 

Convidada especial para  o aniversário de 3 anos.
Responsável pelo blog oficial Larissa e Juliana 
Facebook: Larissa e Juliana
Facebook: Larissa França
Twitter:  @blogLari_Ju

23 de junho de 2012

Muito prazer especial - Juliana e Larissa #2


Mesmo com todas as grandes conquistas, a dupla finalmente começou a ter um maior reconhecimento por parte do povo brasileiro com as disputas do Jogos Pan-Americanos do RJ em 2007.  Com as transmissões do evento, o vôlei de praia passou a ser mais conhecido do público brasileiro. Mesmo sendo um dos esportes que mais medalhas dá ao país, não tinha uma mídia televisiva presente fortemente nos campeonatos, ofuscando a modalidade em termos de divulgação para aqueles que não estavam acostumados a acompanhar a modalidade.

Com todo o entorno que os Jogos Pan-Americanos trouxeram ao país, a dupla ficou conhecida do público ao alcançar a primeira medalha de ouro do vôlei de praia feminino do Brasil nos Jogos do RJ. Assim passaram a serem melhor reconhecidas, os fãs e torcedores que eram poucos foram crescendo e multiplicaram-se rapidamente. A dupla passou com essa conquista a ser nome cobiçado no pódio olímpico por parte dos torcedores brasileiros e da mídia que agora sim se rendeu e referenciava com louvor sua dupla número 1 no feminino. 

Foto – CBV – Pan-Americano 2007 – 1ª medalha de ouro do país nos Jogos
Mas quisera o destino que a tão sonhada participação da dupla em evento olímpico não ocorressem em Pequim 2008. Como no início da parceria da dupla, ocorreu a separação momentânea da dupla por conta da contusão de Juliana no joelho a poucos dias das Olimpíadas. Larissa disputou os jogos com Ana Paula e conquistou a 5ª colocação, ficando prorrogado por mais 4 anos a tão esperada participação da dupla Larissa e Juliana em Jogos Olímpicos.

Juliana retornou surpreendentemente no inicio de 2009, jogando no mesmo nível técnico e com Larissa em plena forma a dupla voltou a parceria de sucesso para alegria de seus fãs e torcedores e porque não para alegria do Brasil.

Conquistaram títulos nacionais e internacionais em 2009 e 2010, além de alcançaram em 2011 mais uma conquista inédita, o Campeonato Mundial em Roma, desbancando Walsh e May na final. Uma final emocionante, como verdadeiras gladiadoras duelando em terras italianas, buscaram uma virada incrível no tie break e fecharam a partida, momento emocionante que para quem assistiu impossível não ter se emocionado com a comemoração, ouvir o hino e vê a emoção delas no pódio. Assim deixando mais ainda os seus nomes marcados na história do vôlei de praia brasileiro e mundial. 

Foto: FIVB – Campeonato Mundial 2011 - Roma

Logo em seguida a dupla conquistou o bicampeonato Pan-Americano em Guadalajara. Superiores em todo o torneio, Larissa e Juliana chegaram a final enfrentando  o calor mexicano aliado a forte pressão da torcida local, superou as donas da casa as mexicanas Candelas e Garcia. E em mais uma virada espetacular no final do tie break, a dupla buscou a conquista do segundo ouro da dupla nos Jogos Pan-Americanos e se tornou a única dupla do vôlei de praia a ter duas medalhas de ouro no evento. Novamente um misto de alegria, emoção, garra e choro...

Foto: CBV – Pan-Americano Guadalajara 2011






Karina Zanella 

Convidada especial para  o aniversário de 3 anos.
Responsável pelo blog oficial Larissa e Juliana 
Facebook: Larissa e Juliana
Facebook: Larissa França
Twitter:  @blogLari_Ju


19 de junho de 2012

Muito Prazer, os meus pontos esportivos no vôlei

Um Muito Prazer especial! Para comemorar o aniversário do Apenas Um Ponto Esportivo, eu, que estou acostumada a trazer informações, detalhes ou curiosidades sobre algum atleta ou torneio do vôlei para os leitores deste adorável blog, resolvi fazer diferente.

No Muito Prazer de hoje, separei cinco momentos que são "os momentos esportivos" da minha vida. Muitas outras alegrias com o voleibol brasileiro ficaram para trás mas, para não alongar demais o post, relembro cinco momentos que ficarão para sempre em minha memória!

Atlanta 1996 - Jacqueline/Sandra x Mônica/Adriana

Onde tudo começou! Confesso que, para uma garotinha que estava começando a entender efetivamente sobre competições esportivas, ouvir o Galvão Bueno dizer que o ouro já era brasileiro causou uma certa "frustação" em assistir a partida.

No entanto, ao receber uma melhor explicação de meu tio (jamais esquecerei a cena: ele deitado num sofá e eu em outro) de que o ouro já era nosso porque ambas as finalistas eram brasileiras, retomei o interesse em assistir a final novamente.

Como ele resolveu torcer para a dupla de amarelo, preferi torcer para as meninas de azul, que acabaram ficando com a prata.

Seria o primeiro ouro do Brasil em Atlanta e o primeiro ouro de uma mulher (no caso, duas mulheres) na história das Olimpíadas.




Atlanta 1996 - Semifinal entre Brasil x Cuba

Se no vôlei de praia eu ainda não entendia nada, no vôlei indoor a história não era diferente. Desta vez, assistindo a partida ao lado da minha tia, torcíamos de forma especial para a nossa conterrânea Márcia Fu.

E foi justamente de Márcia Fu a lembrança mais marcante: aquela famosa briga na rede contra as cubanas! Outro momento que ficou na memória foi a linda imagem de Leila chorando ao assegurar o primeiro bronze da história da seleção feminina.

 

Atenas 2004 - Ouro da seleção masculina e carreata para André Nascimento 

Mais uma Olimpíada para entrar para a história! E mais um juiz-forano brilhando, aliás dois: André Nascimento e Giovane Gávio.

Depois de acordar bem cedinho para acompanhar a final entre Brasil x Itália, de incomodar meus vizinhos com os gritos (nessa época eu já entendia bem mais de vôlei, mas continuava torcendo como uma criança), a comemoração pelo bicampeonato masculino iria se estender por toda a semana.

Tudo porquê o centro de Juiz de Fora praticamente parou com a carreata organizada para receber André Nascimento. Muitos fogos, sirine do caminhão do corpo de bombeiros ligada e uma linda festa nas ruas da cidade.

A alegria só não seria completa porque, justamente na hora que a carreata chegava ao centro da cidade, eu estava batendo o ponto para mais um dia de trabalho.

 

Circuito BB de Vôlei de Praia 2009 - Comemorando a aprovação no vestibular

Uma etapa para ficar eternamente guardada em meu coração. Depois de não conseguir nenhuma companhia para viajar até São José dos Campos, com a cara e a coragem, resolvi partir sozinha para uma cidade que eu nunca tinha visitado e acompanhar os três dias de jogos do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia.

E a etapa seria ainda mais marcante porque, contrariando a minha vontade, eu receberia uma ligação da minha família avisando que eu havia sido aprovada para o vetibular de Jornalismo da UFJF.

Objetivo realizado, muita alegria e alguns parabéns recebidos ali mesmo em São José dos Campos, como os de Andrezza, que foi minha grande companhia na etapa e fez questão de sair contando sobre minha aprovação para alguns outros jogadores; de Renatão e Jorge, que bateram um papo muito bacana comigo sobre as Olimpíadas de Pequim, e de Larissa, que se assustou ao saber que aquela já seria a minha segunda faculdade. 

Com tanto carinho recebido, com a notícia da aprovação e com muitas histórias ouvidas na etapa, a viagem também serviu para colocar o meu blog Primeiro Set no ar.




Copa do Mundo de Vôlei de Praia 2012 - O dia!

Certamente, um das competições que mais colocou adrenalina em minhas veias.

A atenção do segundo torneio mais importante do vôlei de praia mundial, que só fica atrás das Olimpíadas, seria dividida com uma operação que minha mãe iria fazer na sexta-feira, 17 de junho.

Cirurgia realizada com sucesso, alta médica no sábado à tarde e família toda vivendo aquele clima de decisão de Copa do Mundo no domingo. O detalhe é que, como não moro mais com meus pais há sete anos, aquela operação serviu justamente para fazer com que eu, minha mãe e meu pai vivéssemos um raro momento de torcida em minha casa.

Meu pai pulava, eu gritava e xingava, minha mãe rezava e nossos vizinhos não entendiam o porquê de tanto barulho naquela tarde.

Quando Walsh e May fizeram 13x10 contra Juliana e Larissa no tie-break, um silêncio total pairou sobre a casa. Logo depois, 13x11, 13x12, 13x13 e uma aflição indrescritível. Mais um silêncio total e após dois bloqueios seguidos de Juliana, uma festa digna de título mundial.

Passou o hino, passou a decisão masculina, vencida por Alison e Emanuel, passou o domingo e a adrenalina não baixava! Na segunda, em pleno Jornal Nacional, mais de 30 horas depois, eu e minha mãe vibravámos como se os pontos exibidos no VT fossem ao vivo.



Incrível e inesquecível!

Um parabéns muito especial ao Apenas Um Ponto Esportivo e muitos anos de vida, e de alegrias, ao blog!