22 de abril de 2012

Sada Cruzeiro - a Vitória do grupo e do trabalho



O Sada-Vôlei foi criado em 2006, através de uma parceria entre a Prefeitura de Betim e o Grupo Sada, então patrocinador. Em 2008 o Grupo Sada expandiu o trabalho para as categorias de base no masculino e hoje é responsável por todo o processo, através da Associação Esportiva Sada Vôlei.

Em janeiro de 2009 o time passou a se chamar Sada Cruzeiro Vôlei, em uma parceria inédita com o Cruzeiro Esporte Clube. ( Sada Cruzeiro Oficial)


E esse jovem time( leia mais aqui ) hoje cravou seu nome na lista de campeões da Superliga. Com um projeto sólido e estruturado o grupo foi paciente e batalhador. Na Superliga 2011/2012 o Cruzeiro foi vice campeão apresentou ao país a sua marca, mostrou que não era preciso grandes nomes e medalhões para ir além do esperado. 

O grupo contava com a recepção quase perfeita do ponteiro Filipe, com as defesas de um líbero cheio de experiência e agilidade como o Serginho, dois centrais eficientes e importantes, que quando acionados resolvem, Douglas Cordeiro com seu estilo que para no ar e Acácio com sua tradicional barba exótica. Nas mãos de Wallace a força, a velocidade e vontade de vencer que se espera de um oposto e um levantador ousado, com ar misterioso, extremamente inteligente e que foi carinhosamente chamado de Mago - Willian. 


Mesmo com volume de jogo e todos esses fatores o Sada Cruzeiro ficou com a prata, uma nova temporada se iniciaria e o que precisaria ser feito? Foram buscar Maurício, que logo após o título declarou que chegou com o pé quebrado e foi cuidado na sua nova casa.

Começava uma nova temporada, apesar de estar envolvido em algumas polêmicas, não criadas pelo time, mas por sua torcida que infelizmente não importou do futebol só a alegria, o Cruzeiro foi paciente em jogar um jogo atrás do outro e mais do que isso, marcar um ponto de cada vez. Enquanto se falava nos ídolos da seleção, nas vitórias dos times mais badalados, eles estavam lá trabalhando, fazendo a sua parte: jogando, ganhando confiança, indo a diante. 


Do outro lado da decisão um Vôlei Futuro que amadureceu, talvez ainda não o suficente, mas melhorou muito. Ninguém queria jogar em Araçatuba e não era por causa da sua linda, incrível e apaixonada torcida não, mas porque o comportamento dos jogadores era de time argentino/ uruguaio em final de Libertadores da América, entende? Um time catimbento, chato, reclamão, que provocava e se preocupava pouco com o jogo. Nesta temporada foi diferente: o time se centrou no vôlei, algumas vezes lembrava das provocações, mas de uma forma geral focava o vôlei. Jogou bonito com Ricardinho, Lorena e Camejo. Desiquilibrou com Michael e Vinny. O time fez o que se esperava deles e retribuiu o amor de sua torcida. 


Nada porém tira o mérito do Sada Cruzeiro, obrigada por mais um lindo show de equipe. Um grupo não se monta da noite pro dia, para atingir o conjunto é preciso estar junto, se conhecer, se completar, cobrir as faltas dos companheiros com as suas qualidades e é preciso vontade. Willian disse ao final que seu pai lhe ensinou que na vida a gente tem que deixar seu nome marcado na história, com grandes feitos. É isso aí: Que jogo, que baile! Eles cresceram juntos, acertaram o que faltou no ano anterior, isso serve no vôlei e serve na vida: não podemos desistir frente as derrotas, bater na trave faz parte do jogo.


O Sada ainda liderou as premiações com o melhor levantador, melhor defesa, atacante e passe. Precisa mais? Pra mim o Willian é seleção, mas ele é modesto, disse que foi bem por causa do grupo que na seleção seria diferente. Você acha que os outros conseguem ser mais regular que ele? Eu não acho. 



A final da Superliga questiona a Seleção Brasileira? 

Eu acho que sim. Nós temos um jeito de ser e jogar como time nacional, será que é hora de tentar algo novo?

Leia mais no Primeiro Set - Os porquês de um título incontestável.

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