16 de março de 2011

As águas de Março

É pau, é pedra, é o fim do caminho. É nada! É água, muita água mesmo. É a chuva chovendo, é o pingo pingando.

Depois de vários dias seguidos de sol forte e céu limpo, parece que São Pedro se empolgou com o carnaval no terceiro mês do ano e resolveu participar dessa folia, caprichando nas águas de março. Antes mesmo de fevereiro acabar, ele já dava sinal de que estava inspirado. O Choque-Rei sofreu com sua força; São Paulo e Palmeiras começaram a peleja com mais de uma hora de atraso, e o nível do jogo foi mais baixo do que o normal.

Costumo dizer que chuva é legal na Fórmula 1, e ruim no futebol. Nas pistas, a emoção e as disputas ficam muito maiores com o piso molhado. Já nos gramados, os jogadores ganham um adversário implacável, que às vezes não pode ser superado. Quantos já não foram driblados por poças, ou escorregaram na grama encharcada?

Composta por Tom Jobim e imortalizada por Elis Regina, "Águas de Março" é uma trilha sonora perfeita para esse mês em que estamos, onde o azul do céu foi substituído pelo cinza das nuvens carregadas. Sim, eu sei, usar essa música é um baita clichê. Mas um clássico desses da nossa música, da nossa cultura, merece ser sempre ouvido.

Faixa bônus: No final coloquei um vídeo de uma partida válida pela segunda divisão do Cariocão, entre Itaperuna e Aperibeense. Parece até piada, mas não é.

Saudações Musicais,
Rafs







Águas de Março
Letra:


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
Letra completa

Faixa bônus: Itaperuna x Aperibeense: Futebol ou Pólo Aquático?


3 comentários:

Giovani Mattiollo disse...

Rafaela,
é brincadeira como o árbitro deixou esse jogo acontecer, é brincadeira!

Abraço

http://gremista-sangueazul.blogspot.com/

Í.ta** disse...

muito, muito boa postagem!

abraços.

FuteB.R.O.N.C.A.! disse...

Uma vergonha a segundona do RJ.

Saudações!!!