11 de julho de 2011

Vôlei de Praia: Muito ouro e muitos porquês no final de semana

O final de semana foi dourado nas areias para o vôlei brasileiro, de um lado Juliana/ Larissa e Alison/ Emanuel fizeram bonito e assumiram o topo do ranking, os americanos não nos assustam mais e foi preciso o nosso velho guerreiro Emanuel somar sua experiência ao jovem Alison e aparar as arestas, repensar as estratégias como sempre repetíamos. Deu certo! Os brasileiros derrotaram os campeões olímpicos Rogers e Dalhausser, dos Estados Unidos, por 2 sets a 0 (22/20 e 21/19), em 42 minutos, e ficaram com o título.
Na semifinal, também disputada neste domingo, Alison e Emanuel venceram Fijalek/Prudel, da Polônia, por 2 a 0 (21/17 e 21/16), em 41 minutos, e se garantiram na disputa da medalha de ouro. Os americanos Rogers e Dalhausser passaram por Brink/Reckermann, da Alemanha, por 2 sets a 1 (18/21, 21/13, 15/13), em 54 minutos.

Juliana/ Larissa ficaram com o título do Grand Slam de Gstaad, na Suíça, na sétima etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, depois de derrotar Xue/Zhang Xi, da China, por 2 sets a 0 (21/15 e 21/13), em 36 minutos. Em 2011, a dupla já havia conquistado as etapas de Brasília e Sanya do Circuito, além do Campeonato Mundial de Roma.


“Hoje atingimos dois objetivos simultâneos. Conquistamos a medalha de ouro num Grand Slam, que rende mais pontos que uma etapa regular e alcançamos a liderança do ranking mundial. Este ano é importantíssimo por se tratar do ciclo olímpico e cada vitória representa um passo rumo à vaga nas Olimpíadas do ano que vem. Vamos em busca dessa vaga e da conquista de mais um título do Circuito Mundial”, avaliou Juliana.  CBV

Por quê?

Enquanto Alison/ Emanuel acertaram seu jogo, o mundo do vôlei de praia sofre outra reviravolta e o pontapé inicial mais uma vez parte de Pedro Solberg.
Eu realmente não entendo o que esse rapaz pensa e o que está buscando em sua carreira profissional, antes de falar da atual troca de duplas vamos recapitular desde o começo: Solberg foi campeão mundial ao lado de Harley, mas acabou a parceria para ficar com Pedro Cunha, cedendo a pressão do mundo do vôlei pela idade e pela história dos dois, pois bem, mas Cunha sofreu uma contusão séria o que fez Solberg tentar outras alternativas.
Na sequência Ricardo e Emanuel se separaram e Solberg viu a possibilidade de jogar com Ricardo, super campeão. Não deu certo, segundo informações à época o carioca não queria treinar no Nordeste onde nosso medalhista olímpico treina, motivo pelo qual pos fim a dupla, retomando a parceria com Harley naquela oportunidade. Nesta época Ricardo se juntou a Márcio e Pedro Cunha recomeçou das cinzas ao lado de Thiago, tudo isso até o inicio do ano onde os Pedros se uniram novamente até que Cunha se machucou( se ele tivesse um pouco mais de sorte) e o que fez Solberg? Desistiu da dupla.

Segundo nota publicada no Sportv Solberg ligou para Cunha para comunicá-lo:
- Infelizmente, mais uma vez ele largou a dupla. Já foi assim em 2009, quando eu me machuquei, e agora, também num momento em que eu estou lesionado. Acreditava muito no nosso time e fiquei muito chateado. Não esperava por isso, ainda mais no meio do ano, em meio à classificação para as Olimpíadas. Ele me ligou e falou que estava abrindo a dupla, não deu detalhes, ficou por isso mesmo. Todas as duplas estão montadas, competindo, e agora vou ter procurar um novo parceiro - comentou o bicampeão nacional (2010/2007).

Com isso, Ricardo desfez a dupla com Márcio:

Em comunicado oficial, Márcio lamentou o “fim de uma dupla vencedora”. ““Ricardo me falou que não estava satisfeito com o rendimento dele e disse que gostaria de mudar. Lamento porque fomos vice-campeões mundiais, vencemos o último Grand Slam, na Noruega, e tínhamos a classificação para as Olimpíadas de Londres muito bem encaminhada. Estávamos alcançando todos os objetivos que tínhamos traçado para a dupla”, revelou o atleta cearense.Uol Esportes

O efeito é cascata. Ricardo jogara com Solberg (novamente) e Márcio reeditará a dupla com Benjamim, que por sua vez faz Bruno Schimit voltar para a parceria com Billy e quem sobra até agora é o Pedro Cunha.

Incrível, não? Me digam: o que o Solberg tem? Mesmo com todo esse histórico ele sempre tem esse poder de escolha? Até onde ele vai?

Isso abra a segunda vaga brasileira para as Olimpídas e confirma que a CBV acertou na escolha de Alison/ Emanuel para representar o Brasil no Pan. Vamos ver o que vai acontecer, como Pedro Cunha voltará da contusão e com quem.
Como voltarão estas duplas todas.
É curioso tantas trocas no meio do ano e numa época tão complicada, mas mesmo assim espero que saibam o que fazem.

Concluo dizendo que não confio no Solberg, definitivamente não.

Sugiro para vocês dois posts antigos de quando as duplas trocaram no passado:

Uma nova velha dupla
Harley e Alison

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2 comentários:

mfc disse...

O Brasil e o volei estão de parabéns!

Giovani Mattiollo disse...

O vôlei é um dos poucos esportes que estão dando orgulho para o Brasil ultimamente...

Abraço

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