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26 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #25: O Adeus – Mais uma dupla se separa, Talita/Maria Elisa

Tal como Juliana e Larissa, Talita e Maria Elisa terminam 2012 com novos planos para o futuro

Se 2011 acabou sendo marcado pelas várias trocas de parceria no vôlei de praia masculino, em 2012 foi a vez das mulheres repetirem o feito.

Depois de um modesto 9º lugar nos Jogos Olímpicos de Londres (modesto pelo fato das brasileiras terem voleibol para disputarem, no mínimo, o bronze!) e da brecha deixada por Larissa após o anúncio de sua aposentadoria, a parceria Talita/Maria Elisa também chegaria ao fim.

Juntas desde 2009, Talita/Maria nunca brilharam tanto quanto as "concorrentes" nacionais, mas nem por isso passaram em branco na história do vôlei de praia brasileiro.

Bronze na Copa do Mundo 2009, campeãs brasileiras também em 2009, vice-campeãs do Circuito Mundial 2009 e 2010, campeãs da etapa brasileira do tour mundial em 2012, disputada em Brasília, e pedras no sapato de Walsh/May, Kessy/Ross, Zhang Xi/Xue e das próprias Juliana/Larissa em algumas etapas internacionais.

Fim de ciclo olímpico, fim de parceria e novos desafios individuais pela frente. Maria Elisa tentará a sorte ao lado de Juliana e Talita ao lado de Taiana.

Mesmo que sejam adversárias de agora pra frente, os bons resultados, a garra, a alegria e o carinho entre as ex-parceiras devem dar um tom de muito respeito e saudosismo entre elas.





25 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 # 24 - Os trapalhões

 O Flamengo de Patrícia Amorim é campeão
 

Aconteceu tanta coisa no Flamengo em 2012 que eles ganharam uma Trilha Sonora especial, texto que eu reproduzo para vocês na íntegra, porque vale a pena ler de novo, para conferir a música e o vídeo cliquem no link. 

Trilha Sonora - Ronaldinho e os trapalhões

Salve, galera! Hoje o post será nostálgico
Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Que saudades desse grupo!! Uma amiga minha disse recentemente que Didi e Dedé sem Mussum e Zacarias é igual ao Two and a half men sem o Charlie Sheen. E é verdade. Ver o programa do Renato Aragão hoje é quase um sofrimento, por mais que o Didi Mocó ainda tenha muito crédito na praça.

Mas vamos parar com essa viagem ao passado, porque esse blog é de esportes, e até agora não teve nada disso.

Hoje venho falar de outros trapalhões. Liderados pela presidenta Patrícia Amorim, eles vêm fazendo uma pixotada atrás da outra, e se não fosse trágico, seria cômico. Ronaldinho chegando de ressaca no treino e levando mulher para a concentração. Luxemburgo colocando espião atrás dele. Assis roubando camisas da loja do Fla com o argumento "não pagam meu irmão, então não vou pagar as camisas". Adevogado (sim, escrito errado mesmo, de propósito) dizendo que tem exame comprovando que o Dentuço tinha álcool no organismo e depois o exame desaparece misteriosamente (até chegar o grande Doutor Runco e acabar com a palhaçada). E eu podia completar com o presidente do Galo e a sua contratação do século, mas isso fica para depois.

Pois é, parece mesmo roteiro de comédia pastelão. Mas tudo isso culminou com a saída do Luxa e agora do Ronaldinho, e de um grande abalo na diretoria, que provavelmente vai ser refletido num fracasso na tentativa de reeleição. E mais cabeças devem rolar em breve.

Agora vamos para o que importa mesmo nessa coluna: música. Vamos ouvir (e ver, claro) a abertura (duas delas) de "Os Trapalhões". Os verdadeiros, porque esses lá da Gávea, ninguém quer ver, não é mesmo?

Saudações Musicais,
Rafs


24 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 # 23 - Amigos

O aniversário do Apenas um Ponto esportivo foi com muitos amigos


Em 2012 comemoramos 3 anos de blog, sorteamos prêmios da 3Brio, Editora Sextante e da Audio livro editora, somos muito gratos pela parceria. 

Além de tudo isso tivemos posts especiais escritos por Ana Sofia Cavalcante, Ricardo Fernandes, Ana Carolina Sakurá, Persio Presotto, Karina Zanela, Roberto Júnior, Edson Muniz, Guilherme da Luz e Adriano Berger 

Os postos foram divulgados de um pro outro e neste círculo blogueiro esse espaço foi um pouco mais charmoso, não que Juliana Neto e Rafael Amaro( Rafs) não façam isso sempre que aqui escrevem, mas sempre é bom receber os amigos em nossa casa. 

Sempre que quiserem, o espaço é de vocês!

Os amigos de 2012 e de sempre, lógico, né?

Para reler: 

Olimpíadas de Pequim - Fortes emoções - Ana Sofia Cavalcante
Muito prazer especial, Juliana e Larissa # 3 - Karina Zanela
Esporte e Cidadania - pra você conhecer - Edson Muniz
Qual é o seu time favorito para vencer a Eurocopa? Guilherme da Luz
Coisas que esquecemos #12: A gente se encontra aqui - Ana Carolina Sakurá, Persio Presotto
Coisas que esquecemos #11 - Você é mais que um Vencedor. Você é Inspirador! Adriano Berger
Trilha Sonora Especial - A essência do futebol, a essência da vida...Roberto Júnior

EXERCÍCIO MENTAL: Viver sem futebol Ricardo Fernandes

 

 


23 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 # 22 - A volta por cima

Pedro Solberg brigou para ir a Londres, não era a sua vez, passado esse momento ele começa nova parceria com Bruno Schmit e é líder do ranking nacional


Nós aqui acompanhamos de perto a briga olímpica no vôlei de praia masculino, se tínhamos Alison/ Emanuel garantidos, tínhamos também Ricardo e Pedro Cunha como a única dupla capaz( pelas regras) de assegurar a segunda dupla na competição, mas a CBV poderia escolher outra dupla para representar o Brasil conforme o polêmico critério divulgado. 

E no meio de tudo isso tínhamos o Pedro Solberg que é um excelente jogador, muito técnico, competitivo e que havia sido duramente injustiçado com a acusação de doping no final de 2011, ao voltar em 2012 o tempo tinha lhe escorrido pelos dedos para sonhar com Londres, mesmo assim, num inconformismo próprio dos jovens, dos sonhadores e daqueles que desejam ser grandes ele lutou muito, toda essa pressão o fez até falar demais em alguns momentos, mas tudo isso é coisa do passado. 

Acho eu, que ele deve ter respirado fundo, montado uma estratégia e repensado como seria daqui pra frente, deu certo, junto com o Bruno eles estão voando, é muita técnica num único time e digno de tirar o chapéu, mas, mais do que isso é bacana ouvi-lo falar, dizer que quer jogar, quer dar o seu melhor, quer se divertir e que o resto é consequencia e que consequencia linda. 

Muitas vezes é preciso recomeçar de forma diferente, vale no esporte e na vida também. 

Pedro Solberg - a volta por cima de 2012

Ps. Pedro e Bruno acabam de vencer a primeira etapa de 2013 - em Fortaleza. Sensacional!    

22 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #21 - Acabou a piada

Corinthians agora tem estádio, tem Libertadores e é campeão do Mundo
São coisas sobre as quais não se precisa escrever muito


Antes de mais nada, de toda a rivalidade entre os torcedores é preciso reconhecer que o time do Corinthians foi realmente o melhor do mundo em 2012, venceu com dignidade, brio e honrou a linda festa de sua torcida, agora aos anti, é colocar a imaginação para funcionar porque essas piadas não valem mais, escolhi duas, uma da Dercy Gonçalves e outra da Libertadores, claro. Pra fechar com chave de ouro, se bem que a da Dercy ainda vale, ela faleceu e não viu mesmo... (rsrs)
  



DERCY GONSALVES e o corinthians ~.~
Dercy Gonçalves viveu 100 anos:
 Viu a Primeira Guerra mundial  Viu a segunda Guerra mundial  Viu o governo e suicidio de Getúlio Vargas  Viu o governo JK  Viu o Brasil perder a Copa de 50  Viu o Brasil ganhar a Copa de 58,62,70,94 e 02  Viu a construção de Brasilia  Viu a ditadura  Viu o movimento diretas já  Viu os ataques de 11 de Setembro  Viu tudo isso e muito mais e por fim morreu
mas NUNCA viu o Corinthians ser campeão da Libertadores...

21 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #20 - O personagem

José Roberto Guimarães conquista terceira medalha olímpica de ouro em esportes coletivos e entra para história como recordista

O atual técnico da seleção brasileira feminina de vôlei é paulista de Quintana e hoje tem 58 anos. José Roberto Guimarães tornou-se conhecido entre os brasileiros que não entendiam nada de vôlei em 1992 quando faturou a primeira medalha de ouro em esportes coletivos de uma Olimpíada para o Brasil com a Seleção masculina de vôlei, comandando Tande, Marcelo Negrão, Carlão, Paulão e Gioave. 

Mesmos envolvido em polêmicas com Fernanda Venturine, Bernadinho e agora com a Mari, Zé sempre manteve seu jeito calmo e ponderado, mas sempre firme nas decisões que tomava, assim em 2008 levou as meninas ao lugar mais alto do pódio, mandou pra lá todos os traumas e cobranças e comemorou muito. 

Em 2012, ninguém acreditava, mas lá estava ele, a seleção ia muito mal, obrigada, mas um momento mágico, uma luz que iluminou as mãos de Sheila e cia transformaria aquela partida histórica num marco na carreira de um "cara" que nunca foi muito badalado, mas que sempre conquistou seus resultados. O ouro olímpico viria coroar toda essa narrativa escrita com dedicação. 

Com 3 ouros ela super os bicampeões Adhemar Ferreira da Silva (atletismo), Robert Scheidt (vela), Torben Grael (vela), Marcelo Ferreira (vela), Mauricio (vôlei) e Giovane (vôlei). Tá bom pra você? 

José Roberto Guimarães, o personagem de 2012.

20 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #19 - Orgulho

Lucas dá exemplo de profissionalismo, rala a canela, chora na despedida e é idolatrado pela torcida



Como são-paulina posso dizer: que saudades do Lucas, do seu jeito simples de ser e da vontade de crescer. Vontade que é o primeiro passo para se alcançar o sucesso em qualquer coisa. 

Esse menino chegou devagar e trabalhou todos os dias do seu contrato, chegava da seleção na hora do almoço e pedia pra jogar de noite. 

Declarou que queria ser pro São Paulo o máximo que ele pudesse como Rogério Ceni é, declarou ainda amor no microfone para um Morumbi lotado e disse que volta. 

Disputou todas as bolas até o último minuto e saiu de campo sangrando. 

Lucas atendia a imprensa, qualquer que fosse, respondia sem graça as piadas do CQC e de forma ria quando cobrado pela mídia esportiva, o garoto ganhou banho de "gatorade" na última coletiva e levantou a taça do Sul-americano depois de ganhar a braçadeira de capitão. 

Não satisfeito, chegou em Paris dizendo que iria trabalhar para ser o melhor do mundo.

Garoto abusado, cheio de talento e o melhor: se importa com o que faz. 

Orgulho da mamãe e da torcida! 

Indico para que todos leiam o post do Rica Perrone é sensacional! 
Segue um pedacinho:
Vai com Deus, moleque. Vai colher o que você plantou e depois volte pra casa pra contar como foi. Não temos 100 milhões pra te dar. Mas temos 15 milhões de “muito obrigado” pra colocar na sua mala. Cuida dela. Vale mais que os 100 milhões, garanto. Obrigado, garoto. ( Blog do Rica Perrone)
 
     

19 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #18 - Gosto Amargo

Na volta de Ricardinho, seleção Masculina de vôlei faz a pior Liga Mundial da Era Bernadinho. Ano ainda seria marcado pela histórica derrota contra a Rússia na decisão olímpica


Como o destino é traiçoeiro e como o esporte é tão cruel! Nos últimos anos, nenhuma outra seleção conseguiu nos dar tantas alegrias quanto o grupo comandado por Bernardinho. No comando da equipe desde 2001, foram oito títulos de Liga Mundial, dois de Copa do Mundo, um ouro olímpico em Atenas 2004, prata em Pequim 2008 e tantos outros motivos de orgulho que fizeram muitos torcedores afirmarem que o Brasil já não era mais apenas o país do futebol.

E em ao olímpico, a expectativa era continuar na saga amplamente vitoriosa. Antes dos Jogos de Londres, o aperitivo seria a Liga Mundial. Ricardinho, fora da equipe desde os Jogos Pan-Americanos Rio 2007, estava de volta.

Depois de colocar o Vôlei Futuro na decisão da Superliga 2011/12, a volta do levantador não era unânimidade no grupo, mas muitos eram os torcedores que acreditavam na sua experiência para buscar reconquistar o ouro perdido nos Jogos de Pequim 2008.

Experiência realmente não faltava, mas a convocação de Bernardinho acabou trazendo consequências negativas. Sem se achar em quadra, a seleção foi perdendo, perdendo, fazendo partidas irreconhecíveis e se distanciando muito daquela equipe tão acostumada a vencer.

Para piorar, os poloneses Kurek, Bartaman, Mozdzonek, Ignaczak e Cia. jogavam para fazer história. Depois de derrotarem quatro vezes a equipe brasileira, o primeiro título mundial ficaria nas mãos de uma torcida tão apaixonada por vôlei quando a nossa. Aos brasileiros, caberia um indigesto sexto lugar geral, pior coloção da seleção em toda a Era Bernardinho.

Mas, se o ano era olímpico, nada melhor que um ouro para esquecermos rapidamente aquela competição que, no final das contas, não valia nada.

Tudo estava indo absolutamente bem até o segundo set da final olímpica contra os russos: placares tranquilos ( (19-25, 20-25), dois match points e certeza que o terceiro ouro olímpico da história já estava mais do que garantido.

Mas, eis que os russos colocariam água no nosso chop. Depois de vencerem os três sets restantes, todo aquele orgulho acabaria se transformando em dor, decepção e muita tristeza. Aquela conquista, que eternizaria a carreira de Bernardinho, além de não vir, acabou colocando em xeque anos e anos de trabalho do treinador.

Todas aquelas imagens de peixinhos em quadra, sorrisos, abraços, etc, acabou cedendo lugar a expressões de choro, abatimento e muita tristeza. E, para a exigente e mau acostumada torcida brasileira, aquela prata pouco significaria.

Aquele Dia dos Pais aqui no Brasil, que deveria terminar em festa, acabou ganhando clima de velório, por "culpa" justamente daqueles que mais nos fizeram comemorar nos últimos anos.

Certamente, um dos mais duros golpes do destino em 2012!


18 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #17 - Coisas que esquecemos

O esporte é espetacular porque favoritos nem sempre vencem, os melhores muitas vezes se perdem, o nervosismo atrapalha e o sonho vira pesadelo

... E foi assim que eles, os bicho papões Togers e Dalhausser perdem para italianos Nicolai e Lupo por 2 sets a 0, nas oitavas de final e ficaram fora da disputa pelo bicampeonato olímpico. Depois de ganharem tudo o que disputaram e deixarem os outros times comendo poeira. 

Também foi assim que Larissa e Juliana perderam toda a concentração delas e deixaram escapar a vaga na final

Maurren Maggi - A Campeã olímpica em Pequim-2008 - não chegou às finais do salto em distância. Com a perspectiva de saltar 7m (venceu o ouro na Olimpíada chinesa com 7,04m), a brasileira chegou apenas a 6,37m e terminou em 15º lugar. A última classificada à final cravou 6,40m ( Esportes.br)
 Ricardo e Pedro Cunha vinham muito bem no Circuito Mundial de Vôlei de Praia e nenhum
dos pessimistas de plantão apostaria na eliminação

Diego Hipólito tão campeão não disputou as finais.

A Seleção masculina de vôlei com a medalha de ouro quase no peito, viu o jogo escapar por entre os dedos

Fabiana Murer não quis saltar por causa do vento ( mas todo mundo saltou, né?)

Cesar Cielo não era mais o homem mais rápido do mundo nas piscinas

A seleção masculina de futebol experimentou a revolta da torcida com seu futebol de segunda classe. 

E tantas foram as lágrimas, as histórias que fugiram do nosso imaginário, muitas vezes por segundos outras por sets inteiros, mas não vamos esquecer que foi também assim que a Seleção Feminina venceu a Rússia que era favorita. Que os alemãs Julius Brink e Jonas Reckermann venceram Ricardo/ Pedro Cunha e Alison/ Emanuel, até então favoritos. E o que dizer de Thiago Pereira que nadou mais rápido que Micheal Phelps pelo menos uma vez, a vez que colocaria sua medalha olímpica na história mundial. 

O Esporte é surpreendente. 
Pena que tem gente que esquece disso e cobra vitórias como se elas ja estivessem escritas. 

Coisas que esquecemos!   

 

 


17 de janeiro de 2013

Memória de 2012 #16 - A vergonha


Palmeiras ganha a Copa do Brasil e depois se perde no Brasileirão, nada, nada e morre na praia

Muitos contestaram o Tigre ser o "mico do ano" disseram que era o Palmeiras, não minha gente o mico realmente foi dos argentinoso Palmeiras passou vergonha. O mico normalmente é rídiculo porque é inacreditável, fora do comum, no caso do time alviverde a coisa é bem pior, o time colheu o que plantou. 

A administração palmeirense errou nas contas, coloca várias outras coisas como prioridade e na hora de pensar no futebol a vaca já tinha ido pro brejo. Que feio! 

Jogador ameaçado joga mais? Uma parte da torcida ( aquela que não pensa muito) acha que sim. 
Insistiram com Felipão até o último minuto e parecia que a sorte também não estava com eles.


 Nós tentamos ajudar com nossa Trilha Sonora - Palmeiras - Eu tô tentando! mas foi em vão.

Foi triste e vergonhoso!

 Trilha Sonora - Palmeira, eu tô tentando
Após sofrer no ônibus, Palmeiras é rebaixado no km 322 da Via Dutra

16 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #15 O Mundial

Sem conquistar um título mundial desde 1994, vôlei brasileiro brilha e volta ao alto do pódio



Um 2012 bem "gordo" e com direito a quebra de um jejum que já estava entrando na maioridade.

Campeão Paulista, campeão da Superliga, campeão Sul-Americano e campeão do Mundial de Clubes: uma qrádupla coroa para entrar para a história do Sollys/Nestlé, que ainda acumularia 39 jogos de invencibilidade no final da temporada 2012.

Bom para a equipe paulista e bom para o vôlei brasileiro, carente de título mundial desde 1994, ano em que o Leite Moça/Sorocaba foi a última equipe nacional a conquistar um Mundial de Clubes.

Reflexo de boas contratações (embora a equipe tenha perdido a americana Destinee Hooker, Sheilla e Fernanda Garay reforçaram a equipe após o ouro em Londres), de um bom comando do técnico Luizomar de Moura e de muita insistência e persistênia ao correr atrás do título por três anos consecutivos.

Vice-campeão em 2010, derrotado pelo Fernerbace, e terceiro colocado em 2011, o grupo não se abateu, buscou forças nos bons resultados nacionais e no título sul-americano e partiu para Doha com o objetivo de coroar uma temporada que não merecia terminar de forma diferente.

Embora o título tenha sido de uma única equipe, acho que no fundo todos os torcedores brasileiros (inclusive de Unilever, Banana Boat/Praia Clube, Sesi-SP, etc) acabaram percebendo que 2012 realmente foi o ano do nosso vôlei feminino!

14 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #13 - Os loucos

Torcida Corinthiana invade o Japão e o mundo -Impressionante foi a participação dessa torcida apaixonada.

Teve gente vendendo faixa do Corinthians campeão e do Palmeiras rebaixado pra juntar dinheiro

Outros deixaram a mulher grávida com o filho pra nascer


Teve quem vendesse pastel de noite e de dia pra comprar passagem pro Japão

Uns pediram demissão e ficaram sem emprego

Alguns foram só com dinheiro da passagem e dormiram na rua

Muitos se inscreveram no CQC - " Um louco no Japão" - comendo coco, beijando vaca, andando pelado na neve, surfando na bike numa pista de alta velocidade

Fizeram emprestimos no banco, com o amigo, com o irmão...

Terminaram o namoro, esqueceram a escola, nada era mais importante do que ir com o "Timão pro Japão"

Não era um grupo, era uma invasão de loucos gritando "Vai Curinthians" 

Eles estavam no Aeroporto em São Paulo e no Japão, nos hotéis, nos Centros de Treinamento

Passavam mal como se a própria mãe estivesse numa sala de cirurgia

Uns dizem que é amor,

Os que não gostam de futebol os xingam e avacalham 

Uns simplesmentem dizem que eles são loucos, não daqueles psiquiátricos, mas loucos pelo Corinthians

A verdade é que mesmo quem não torce pelo Corinthians e muitos antis como eu, ao olhar no olho de quem atravessou o mundo, deu tudo o que tinha, comia as unhas, passava frio e em nenhum momento deixou de gritar, veio aquela compaixão, aquele pensamento solidário que dizia: Puxa, os caras merecem. O time também mereceu, mas mesmo que não merecesse, a torcida... ah,  essa torcida... eles conquistaram esse título com tudo o que tinham de mais valioso na vida, não mereciam voltar pra casa sem nada. 

Essa torcida que fez a festa da Paz, não agrediu ninguém, não bateu em ninguém porque essa vitória era um momento de intimidade entre eles e o seu time querido. Digo isso, porque aquele torcedor mentecápito, imbecíl, violento, retardado que diz que tem time e não tem, se diz gremista, colorado, flamenguista, tricolor, palmeirense, santista... mas na verdade não liga pro time ou pro espetáculo, ele quer baderna. Esses infelizes não tiveram vez. 

Os torcedores penduraram suas bandeiras, decoraram suas casas, uns até ousaram decorar a cidade.
 
Campeões da emoção! 

Aos antis que amam o futebol restou tirar o chapéu, sim tirar o chapéu e aplaudir. 
... mas como nada é perfeito muito anti quis inventar piada pra acabar com a festa e muito corinthiano pé-de-chinelo se preocupou mais com os outros torcedores do que com seu título, todavia, graças a Deus os loucos foram maioria e marcaram 2012 com emoção. 




13 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #12 - Xô, Ovas

 Seleção feminina despacha Rússia, supera trauma e conquista bi-campeonato olímpico

Você se lembra do que estava fazendo na manhã do dia 15 de novembro de 2010? Muito provavelmente, assistindo a decisão da Copa do Mundo de Vôlei Feminino, entre Brasil x Rússia, que estava sendo transmitida em TV aberta para todo o Brasil.

Como em algumas outras decisões recentes, nossas meninas sofreriam mais um duro golpe ao perder para a Rússia no tie-break, com uma impecável atuação da gigante Gamova, maior pontuadora da partida, com 35 pontos.

Muito choro, críticas pesadas na imprensa e permanência de um rótulo tão doloroso: o de eternas amarelonas.

E você se lembra do que estava fazendo no início da tarde do dia 7 de agosto de 2012? Brasil x Rússia estavam em quadra mais uma vez, decidindo quem avançaria às semifinais das Olimpíadas de Londres. Talvez você nem estivesse acompanhando a partida, mas muito provavelmente acabou vendo a repercussão da partida em algum site, jornal ou canal da TV.

Com uma campanha desanimadora na primeira fase - três vitórias (duas delas conquistadas apenas no tie-break), duas derrotas e classificação com um modesto quarto lugar no Grupo B - muitos eram os que davam como certa a eliminação das brasileiras pelas tão temidas"ovas".

Mas aquele dia seria diferente: depois de salvar seis match points, cinco deles com Sheilla, e fechar o tie-breack pelo incrível 21/19, aquele "carma", enfim, seria eliminado.

Choro, muitos beijos para as câmeras, peixinho histórico de José Roberto Guimarães e um ouro enomendado para o sábado seguinte.

Embora Japão e Estados Unidos ainda estivessem pelo caminho, aquela segunda medalha dourada da história não escaparia! E não escapou mesmo: 3 sets a 1contra as norte-americanas (11-25, 25-17, 25-20 e 25-17) e bi-campeonato olímpico para ficar eternizado!

11 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #10 - A foto mais triste

Perder a tão sonhada medalha olímpica dói, parece que o trabalho e o sonho foram em vão, Ricardo e Pedro Cunha do vôlei de praia viram o jogo ir embora e o gostinho amargo foi registrado pelas camêras fotográficas.


Nem o mais pessimista dos torcedores verdadeiros do vôlei de praia imaginava algo diferente do que uma final entre Talita/ Maria Elisa x Juliana/ Larissa e Ricardo/ Pedro x Alison/ Emanuel, claro que havia a sombra dos americanos tanto no feminino como no masculino, além de Xi e Xue, mas nós éramos os líderes do ranking, o que podia dar errado. 

Não sei. Se existisse resposta para essas perguntas o esporte talvez não tivesse graça. Há quem diga que os alemães Brink e Reckermann e as americanas Wash e May que ficaram com o ouro se planejaram de forma diferente, nem sequer jogando o Circuito Mundial, enquanto Ricardo/ Pedro e Talita/ Maria Elisa tiveram que suar suas vagas ponto a ponto. 

Não importa agora, o futuro é incerto apesar de ser no Brasil, esse post é para falar da foto e das que eu vi essa foi uma das mais tristes, nossos representantes depois da derrota. 

Pedro e Ricardo, tem problema não. Força, dedicação, treinamento, o futuro é agora, como diz aquela música: já começou, a gente escreve todo dia. 

Vale também para Talita/ Maria Elisa e tantos outros que amargaram essa dor olímpica! 

Leia mais e sinta esse clima em  Londres - Vôlei com emoção ou sem emoção?

10 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #9 - Esse Cara sou eu

Thiago Pereira - De Mister Pan ao pódio de Londres, se diz satisfeito e com a missão comprida

Thiago foi questionado por uma torcida chata e injusta, contaminada com a Síndrome do Vira-lata, ou seja, o que é do outro é melhor do que o que é meu, mas Thiago sabia que na hora que caísse na piscina só poderia pensar em si e em cumprir sua prova, a prova da sua vida, afinal Londres foi sua terceira participação nos jogos olímpicos e poderia ser a última. 

E lá foi ele, confiante, sem medo de ser feliz, trazendo no bolso uma medalha de prata com sabor muito dourado nos 400 metros nado Medley. 

Thiago, você foi sensacional
Quantos meninos e meninas neste Brasil nadam, treinam sem nenhuma pretensão de competir, mas olham para a história e encontram não só Gustavo Borges, Fernando Sher e Cesar Cielo, encontram caras como o Thiago, carioca, brasileiro, batalhador, num país em que o esporte não pode parar, mas parece que nunca sai do lugar. 

Valeu Thiago! 

Esse Cara é você! ( Sou eu) de 2012

Conheça o Blog oficial do Thiago Pereira
Leia a emoção da medalha: Lágrimas de alegria e também de tristeza
   
Não foi diferente com Thiago Pereira, 2 Olimpíadas e nenhuma medalhinha, de ser elogiado por suas participações nos Pans e nos Mundiais, não, a única coisa que ouvíamos era: "coitado, só consegue assim, jogos olímpicos não é pra ele." É pra ele sim, Thiago foi a Londres para vencer, declarou que só pensou em si naquele momento, que sabia que devia dar mais do que vinha dando, que se baixasse seu próprio tempo conseguiria. E conseguiu, na terceira Olimpíada sua tão sonhada medalha, disse que a prata pra ele é ouro, que agora considera a missão cumprida. ( Apenas um ponto esportivo - Lágrimas de alegria e também de tristeza)