Mostrando postagens com marcador Circuito Banco do Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Circuito Banco do Brasil. Mostrar todas as postagens

24 de abril de 2013

Trilha Sonora - Vôlei de praia - Encontros e despedidas

Franco - CBV

Larissa - CBV

Pedro Cunha
Ah... essas idas e vindas
É tão estranho o Vôlei de praia sem Larissa, sem Franco, sem Pedro Cunha.
Aqueles nomes que a gente estava acostumado a gritar e mais alguns que se tornaram símbolos do vôlei de praia, como a Shaylyn.
Nomes que nos representaram mundo afora como a Renata
É verdade que a fila anda.
É verdade que o tempo passa
Também é verdade que uns vão e outros vêm
É assim que a gente comemora o auge de Bruno Scmith
Que vibramos( e muito!) com a consagração de uma dupla que conquistou o coração de todos Ágatha e Bárbara Seixas
Conhecemos também a Rebecca que promete muito
Aprendemos a ficar de olho em Alvaro Filho e Vitor Felipe



Shaylyn ( Globoesporte.com)

Não esquecemos quem já nos fez muito feliz ( ainda prometem fazer mais) como Emanuel, Ricardo, Alison, Juliana, Talita, Maria Elisa
...agora se não ter Larissa foi estranho
... ver Pedro Cunha se aposentar num momento que tinha tudo para ser dele, foi mais estranho ainda
Fica um grande vazio não ter Franco
Sempre tivemos ele, ele esteve presente em todos os momentos e agora, ele se aposentou....
É por essas e outras que a nossa Trilha Sonora da semana é Encontros e despedidas, afinal " - Tem gente que chega pra ficar e tem gente que vai pra nunca mais voltar..."




Renata - ( Esporte Site)

Encontros E DespedidasCompositor: Milton Nascimento Fernando Brant)



Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

Agatha e Bárbara Seixas - Campeãs do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia 2012/2013

22 de abril de 2013

Vôlei de Praia: A hora e a vez de Ágatha e Bárbara Seixas


A paranaense Ágatha e a carioca Bárbara Seixas conquistaram o Circuito Banco do Brasil - Temporada 2012/2013 nesta última etapa realizada de 19 a 21 de abril em Brasília. 

Ágatha e Barbara não venceram apenas o campeonato brasileiro, juntas construíram passo a passo essa vitória, com dedicação, treino forte, confiança e muita simplicidade. 

A gente sabe quando alguém é realmente querido quando você vê todo mundo torcendo a favor, é aquela pessoa que faz a diferença com sua personalidade, carismas que entram em quadra e colocam o torcedor a seu favor, jogando junto, quando aquele sentimento de " Caramba, que legal! " aparece, mesmo que você não tenha assistido o jogo, somente por ter acompanhado a trajetória, a história e o crescimento. 

Por outro lado, o vôlei de praia busca uma nova musa, afinal Larissa está afastada das areias e o brasileiro quer alguém para se identificar, esse lugar vago, ainda não tem dono apesar de toda a torcida por Juliana, Maria Elisa, Taiana e Talita e outras meninas. É a busca da química com alguém que desperte algo diferente e confesso que Ágatha faz isso como ninguém, ela se dirige as pessoas como se todos fizessem parte da vida dela a anos, exemplo do casamento da atleta celebrado pelos fãs nas redes sociais com orações e desejos de felicidade. 

História bacana dessa dupla que como eu disse acima, veio devagar para acelerar no final, parecia competição de natação que os primeiros metros você não deixa o adversário ir embora, mas não fica na frente, mas quando vai chegando no final, você dá tudo de si, assim fizeram elas:  Até a etapa de Fortaleza (CE), Ágatha e Bárbara Seixas estavam em terceiro lugar no ranking. De lá para cá, conquistaram as três últimas etapas do Circuito, em João Pessoa (PB), Maceió (AL) e, agora, em Brasília (DF) - merecem nosso aplauso.

Ágatha
“Que reta final! É um sentimento de alívio, de alegria, da sensação de um trabalho bem feito. Tudo valeu a pena para chegarmos até este momento. Brasília agora ficará para sempre no meu coração. Foi uma delícia essa etapa. Conseguimos manter a concentração e a regularidade. Queria agradecer a toda comissão técnica e especialmente a Babi (Bárbara), que, além de ser uma parceira de qualidade, é uma grande amiga”, declarou Ágatha, eleita a melhor jogadora da final.



Bárbara
“Nossa comissão é uma família. Somos muito gratas a cada um deles, que fizeram um trabalho maravilhoso para que pudéssemos chegar a esse nível. Mas tenho que fazer um agradecimento especial a Ágatha, que é uma jogadora de força, de raça e muita técnica, que cresceu demais nessa temporada. Seremos rivais no Circuito Mundial, mas o importante é representar bem o Brasil e fazer um bom papel lá fora também”, comentou Bárbara, que, pela seleção, forma dupla com Lili, enquanto Ágatha fará parceria com Maria Elisa.


Fotos: Fernando Elias - ( CBV- oficial)

17 de março de 2013

Pedro Cunha deixa o vôlei de praia e aumenta as perguntas no esporte



Primeiramente eu preciso pedir desculpas pela ausência, o dia a dia tumultuado, a vida de concurseiro e tantas outras coisas acabem nos afastando dos nossos hobbys, eu não consegui nem terminar a Retrospectiva 2012, por isso também não falei da Larissa e da sua separação da Juliana, também não falei da Renata, nem da confusão com a mudança das regras no mundial e acabou tudo isso culminando com a aposentadoria do Pedro, aos 29 anos de idade. Não sei quando o blog voltará ao normal, mas sempre vou voltar, acreditem( risos). 

Boa sorte Pedro Cunha, sucesso sempre! 

 A primeira vez que eu ouvi falar no Pedro ele ainda era parceiro do Franco, um jogador firme, inteligente, com uma visão de jogo peculiar, lamentei não tê-lo visto jogar pessoalmente naquele ano, se não me engano no mesmo em que aconteceu os Jogos de Pequim. De lá pra cá, eu o vi lutar como um gigante contra o seu corpo que teimava em lhe pregar peças, ficando por 2 vezes "fora de jogo" devido a contusões. Lembro-me de ter enviado um email desejando boa sorte na recuperação. 

Com Franco - Campeão em 2007

Quando todos achavam que não daria mais pra ele, ele voltou cheio de força, vencendo o Circuito Banco do Brasil ( Muito prazer, Pedro Cunha. Campeão brasileiro de vôlei de praia)  ao lado de Thiago( Vôlei de Praia - Confirmado: Thiago e Pedro Cunha são os campeões nacionais do ano), sendo admirado por suas defesas, estando em todos os cantos da quadra, literalmente voava atrás da bola. 

Quem acompanha o vôlei de praia viu também Pedro se unir por duas vezes ao outro Pedro, o Solberg, união que nunca foi um casamento perfeito, o segundo Pedro não estava disposto a esperar o primeiro a se recuperar para voltar a ter condições de jogo nas duas oportunidades que teve que se cuidar, algo que pegou muito mal e viria a separar os dois para futuras parcerias. 

Com Thiago, campeão em 2010.

O destino, porém, é sempre muito caprichoso, quando Cunha voltou da última contusão, perto dos jogos de Londres, seu parceiro naquela oportunidade, Solberg estava com Ricardo, e os outros jogadores estavam todos muito bem com seus parceiros, um acontecimento triste e comprovadamente errôneo acusou Solberg de doping, que foi suspenso até a história se resolver, sem ter com quem jogar Ricardo convidou Cunha e a química entre os dois foi imediata, juntos venceram a corrida olímpica e trouxeram a última vaga para o Brasil. 

Pedro e Ricardo ficaram em 5ºlugar em Londres, perdendo seu jogo das quartas-de -final para os alemãs Brink/Reckermann que viriam a ser campeões. Depois dos jogos, Pedro dava sinais de desmotivação, mas surpreendeu a todos com o anúncio da aposentadoria. 

Ao lado de Ricardo, uma parceria que deu certo
Afirmou estar certo de sua decisão, o parceiro Ricardo( parceiro de verdade é assim) entendeu os motivos e deu uma declaração que me tocou e resumiu tudo isso, dizia sobre não vê-lo mais jogando, como tudo isso era estranho, não era terminar uma parceria apenas, era não estar mais com a pessoa no dia a dia, compartilhando de suas qualidades e defeitos. 

Pedro sempre foi fechadão, sério, marrento, mas sempre tratou nós aqui do blog( eu e a Juliana) muito bem, entrevistas, informações, ou simplesmente agradecendo a torcida. Não sei quem virá, se teremos bons defensores para a posição nos jogos do Rio de Janeiro, se Emanuel chega lá, se Harley e Márcio não terão chances na Seleção, Bruno vem crescendo, mas tudo ainda é pergunta, poucas são as respostas.

Com Ricardo, Juliana e Larissa - Desafio 4x4 Bra X EUA
Certeza é que um jogador inteligente e batalhador, que treinava com vontade e capaz de se reinventar sempre é muito dificil, poucos lutam para dar a volta por cima em casos como os que ele enfrentou, por isso, podem anotar que o Brasil sentirá falta de Pedro Cunha, principalmente sabendo que ele poderia muito mais. 

Eu tive a oportunidade de vê-lo jogar pessoalmente uma vez no Guarujá - SP e outra em Fortaleza - CE sensacional, valeu a pena demais, por isso virei torcedora.

Ontem, dia 16/03/2013 Pedro fez sua última partida oficial, pelo Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, em Maceió - Boa sorte, Pedro. Que Deus o acompanhe e ilumine na vida. 

... e como diziam nas novelas de época: " até mais ver"

23 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 # 22 - A volta por cima

Pedro Solberg brigou para ir a Londres, não era a sua vez, passado esse momento ele começa nova parceria com Bruno Schmit e é líder do ranking nacional


Nós aqui acompanhamos de perto a briga olímpica no vôlei de praia masculino, se tínhamos Alison/ Emanuel garantidos, tínhamos também Ricardo e Pedro Cunha como a única dupla capaz( pelas regras) de assegurar a segunda dupla na competição, mas a CBV poderia escolher outra dupla para representar o Brasil conforme o polêmico critério divulgado. 

E no meio de tudo isso tínhamos o Pedro Solberg que é um excelente jogador, muito técnico, competitivo e que havia sido duramente injustiçado com a acusação de doping no final de 2011, ao voltar em 2012 o tempo tinha lhe escorrido pelos dedos para sonhar com Londres, mesmo assim, num inconformismo próprio dos jovens, dos sonhadores e daqueles que desejam ser grandes ele lutou muito, toda essa pressão o fez até falar demais em alguns momentos, mas tudo isso é coisa do passado. 

Acho eu, que ele deve ter respirado fundo, montado uma estratégia e repensado como seria daqui pra frente, deu certo, junto com o Bruno eles estão voando, é muita técnica num único time e digno de tirar o chapéu, mas, mais do que isso é bacana ouvi-lo falar, dizer que quer jogar, quer dar o seu melhor, quer se divertir e que o resto é consequencia e que consequencia linda. 

Muitas vezes é preciso recomeçar de forma diferente, vale no esporte e na vida também. 

Pedro Solberg - a volta por cima de 2012

Ps. Pedro e Bruno acabam de vencer a primeira etapa de 2013 - em Fortaleza. Sensacional!    

15 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 # 14 - Revelações

Rebecca, Lili, Alvaro Filho, Vitor Felipe - Nova geração do vôlei de praia brasileiro, mas as novidades não param por aí

Uma coisa ninguém pode negar: o Brasil revela diferentes talentos todos os dias no vôlei de praia, tem gente de longa caminhada que quando tem uma super oportunidade não desperdiça em contrapartida alguns começam cedo a firmar seu nome na história. 




O que dizer de Moisés e Vitor Felipe vencendo os americanos Rogers e Dalhausser na etapa brasileira do Circuito Mundial de Vôlei de praia, os meninos disputaram o Country-quota e deram um show a parte. Vitor, 21 anos, na sua segunda participação no time principal, declarou ao final que ficava observando os outros times jogarem contra eles e por sua vez os americanos não sabiam nada sobre os meninos. ( leia mais
 
Quando eu via o Dalhausser jogando na TV, sempre falava que queria jogar contra ele. Ele é fora de série, e eu ficava brincando que um dia eu ia tirar esse cara do vôlei de praia. Quando passamos do qualifying, falei que queria pegar ele. Acabou que a chave calhou de ter confronto justamente contra eles, e combinamos de fazer um jogo diferente, de mexer o jogo inteiro e deixar a marcação deles louca. Queríamos nos divertir e deixar a pressão com eles. Foi meu segundo jogo do "main draw" (chave principal) e vai ficar para a memória – contou o rapaz, após a vitória por 18/21, 21/18 e 15/9. Vitor Felipe (SportV)

No masculino podemos destacar Evandro que começou bem a temporada ao lado de Harley e depois desfez a parceria para jogar com o Vitor Felipe. 



Outra dupla que está marcando presença é a do jovem Alvaro Filho, começou a temporada convivendo um pouco e aprendendo com a experiência de Benjamim, na troca de cadeiras formou parceria com Thiago, aquele que foi campeão brasileiro com o Pedro Cunha e  depois caiu um pouco de rendimento: coisa totalmente do passado, a dupla deu liga e os dois vêm incomodando bastante. Alvaro em muita personalidade, eu diria que é daqueles jogarem enjoados que tiram cartas da manga quando você menos espera. 

Outro que não foi nada bobo e com a escolha certa, na hora certa aparece para o esporte é Daniel. Ele convidou o veterano Franco para ser seu parceiro e acertou, os dois se revezam na defesa x bloqueio e estão indo muito bem. Apostar no Franco sempre o deixa animadíssimo e ele animado é sempre inspirador.

No feminino a jovem Rebeca, afilhada da dupla Larissa e Juliana formou nova dupla com Lili, outra jovem talentosa que como Rebeca tem história pra contar:

As duas também foram representantes do Brasil em Campeonatos Mundiais de Base, conseguindo os dois últimos melhores resultados do País na competição: Rebecca foi prata no Mundial Sub-21, em 2012; e Lili conquistou o ouro em 2007. A primeira ainda foi a representante do Brasil no Mundial Sub-21, em 2011 e no Sub-19, em 2010. Nos torneios nacionais de Base, a história se repete: Rebecca foi Campeã Brasileira Sub-21 em 2011 e Sub-19 em 2010; já Lili, venceu o Sub-21 em 2007. ( leia mais)

 Ainda temos Agatha e Barbara Seixas - As meninas chegaram bem as finais de algumas etapas, inclusive no Mundial. A interrogação fica por conta da convocação da seleção que só chamou uma das duas. Futuro incerto?

Se de um lado temos os veteranos e do outro a nova geração, no meio de campo tem gente muito boa: Taiana, Maria Clara, Carolina, Bruno Schimit, Pedro Cunha, Pedro Solberg e até mesmo o Alison que é muito jovem sim senhor. Isso considerando Talita, Maria Elisa e Juliana como Velha guarda, né?


Queria fechar esse post com uma oração para a Vivian - Nossa Rainha da Praia 2012 - A Vivi como era carinhosamente chamada pela Larissa surgiu para nós com a oportunidade gerada pela contusão da Juliana, foi campeã nacional com a Larissa e foi nossa incrível Rainha da Praia, tem um talento ímpar e nós aqui do blog torcemos muito por ela. Sofreu uma contusão e está em recuperação. Conheci a Vivian pessoalmente na etapa Fortaleza e ela é uma pessoal muito gente fina. Torcemos pela recuperação e volta as areias. 

Qual a sua aposta? 

Leia mais:
Muito prazer, Lili e Rebeca
Agatha, da dupla Agatha e Barbara Seixas


Foto Alvaro Filho: GP1 notícias - João Pessoa


12 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 # 11 - A inovadora


CBV muda Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, inaugura nova arena, cria Seleção de Vôlei de Praia e ousa se arriscar no novo.




A Confederação Brasileira de Voleibol protagonizou uma grande polêmica nacional em 2011 quando anunciou que escolheria os representantes brasileiros nos Jogos Olímpicos, que as vagas conquistadas pelas duplas eram do país e não dos atletas, a torcida, inclusive eu, ficou preocupada da escolha causar alguma injustiça ou ainda privilegiar aqueles mais influentes, todavia respiramos todos aliviados pois naquele momento as 2 melhores duplas foram convocadas e foram para Londres.



Algum tempo depois outras mudanças foram anunciadas, o que aparentemente, parece muito bom, digo aparentemente porque só o tempo nos dará uma real noção dos prós e contras, mas a verdade é que não se pode parar no mesmo lugar, porque se você é o primeiro do mundo, como nós somos, a meta dos outros times é nos derrubar e se não inovamos somos sim ultrapassados. Então, vejamos:



- novo formato do Circuito Nacional – Anual a competição começava em janeiro, parava para a competição do Circuito Mundial e voltava depois, com a mudança o calendário terá início após o encerramento do Circuito Mundial e durará até o início do próximo, mais ou menos de outubro a abril. Assim, acontecerá de forma contínua.



- Transmissão pela TV – ponto positivíssimo para cada vez mais o brasileiro conhecer o seu vôlei de praia e seus atletas, alias, o público do esporte nos jogos olímpicos teve arena sempre lotada. O canal Sportv transmite ao vivo as Semi-finais e finais do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia.



- Nova arena – o espaço foi reformulado, tenho a impressão pela TV e Internet que ligeiramente menor do que a anterior, é muito bonita, mas tem um fato negativo que gerou muitas reclamações via página da CBV e BB nos esportes na Internet: perdeu a cobertura. A Arena coberta era uma vitória da torcida que podia acompanhar os jogos com tranquilidade, sem ficar exposto ao sol forte, sem contar que as duchas de água jogadas para refrescar parecem muito divertidas mas ajudam a queimar mais a pele. Com certeza o ponto negativo das mudanças.



Seleção de vôlei de praia – essa novidade ainda é vista com olhos desconfiados, ninguém sabe o que será, o que os técnicos Letícia Pessoa e Marcos Miranda vão reservar de surpresas. É bom para testar a química entre os diferentes atletas, é ruim quando as duplas são separadas pela convocação como aconteceu com Ágatha e Barbara Seixas( uma foi convocada, Bárbara e a outra não), mas assim, pode-se dizer que as vagas conquistadas são do Brasil e não das duplas, porque a CBV será responsável pelos atletas e sua participação internacional, por outro lado o que será de quem não está na lista anual? Nomes tradicionais como Márcio, Harley, Benjamin, Franco não foram convocados. Podem ter esperanças ou não?

E os patrocinadores? Quem não vai representar o Brasil internacionalmente vai jogar o que neste meio tempo? As novidades foram divulgadas em 2012, mas 2013 é que dirá o que será. 

CBV foi a INOVADORA! 

Seleção feminina: Ângela, Bárbara Seixas, Carolina Solberg, Elize Maia, Juliana (cortada da lista por ter faltado à apresentação oficial), Lili, Maria Clara, Maria Elisa, Rebecca, Taiana e Talita - técnico Marcos Miranda.

Seleção masculina: Alison, Álvaro Filho, Brian, Bruno Schmidt, Daniel Souza, Daniel Lazzari, Edson Filipe, Emanuel, Evandro, Hevaldo, Leonardo Gomes, Pedro Cunha, Pedro Solberg, Ricardo, Thiago e Vitor Felipe - técnica Letícia Pessoa.

7 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #6 - Gente Grande

Alison é novamente o Rei da Praia, confirma boa fase, demonstra gratidão por tudo o que aprendeu com Emanuel e curte a prata olímpica

Alison e Emanuel entraram em 2012 com uma certeza: disputariam os jogos olímpicos pelo Brasil, o pequeno grande Mamute caiu na simpatia da galera, conquistou a torcida e tudo isso não foi por acaso, trabalhou muito para isso, 2011 já havia sido vitorioso e o ano olímpico pedia concentração, neste clima ele foi para o tão badalado evento do Rei da Praia. 

Copacabana teria uma final entre Alison eEmanuel, o Mamute dourado escolheria Bruno Schmit mais uma vez para jogar ao seu lado, num jogo tenso e emocionante: 

O jogo começou bom, mas logo ganhou a cara de um jovem( e muito belo) guerreiro: Bruno Schimtd, abusando do talento, das defesas, do show de bola, instigando o parceiro Alison como se a coroa fosse para ele. Do outro lado se via um Pedro visivelmente sentindo a falta de ritmo, mas valente, brigando, tentando mostrar que merecia a confiança depositada nele por Emanuel.( Alison é novamente o Rei da Praia - leia novamente)

Antes dos Jogos de Londres Alison gravou um vídeo contando um pouco da sua história - apresentado aqui no Apenas um ponto Esportivo por Juliana Neto, no Muito Prazer - ( Londres é logo ali - reveja aqui) 

Tudo isso foi muito importante, mas o que realmente marcou foi os jogos olímpicos - Alison e Emanuel brigaram como gente grande, gente que protagoniza histórias e não vai apenas para participar, a prata sempre tem gosto amargo na hora, mas depois marca para sempre. Vale a pena ler de novo o trecho da entrevista: 
 
" Eu aprendi que quando você acha que não dá, dá. Que quando você acorda dolorido porque a sua parte física aumentou e você acha que não pra ir mais, dá. Quando você acha que o jogo está perdido, não está perdido. Eu aprendi que a idade não é limite. Aprendi que realmente prum time ser campeão você tem que gostar de jogar junto e a gente gosta de jogar junto, tem uma relação muito forte. Aprendi que você tem que confiar na pessoa. Eu aprendo todos os dias. Essa Olimpíada eu vou carregar pro resto da minha vida porque eu sei que a gente tentou de tudo, perder faz parte do esporte e é por isso que a gente tá tão emocionado. A gente queria muito ganhar, não passamos por cima de ninguém, conquistamos o nosso espaço. Esse cara confiou em mim a 3 anos atrás, eu devo muito a ele, por tudo o que ele me deu e vem me dando todos os dias, como parceiro, como amigo, como irmão, Se eu pudesse, emprestar 3 anos pra ele, eu emprestaria, para mais um ciclo no Rio de Janeiro, mas isso cabe a ele decidir e independente da decisão que ele tomar eu estarei do lado dele." Alison ( Terra TV)

Leia o texto completo no posto: Alison e Emanuel passo a passo

6 de janeiro de 2013

Memórias de 2012 #5 - Pra história

Juliana e Larissa conquistam 100 títulos juntas, ficam com o bronze olímpico e entram para sempre na história

Elas começaram o ano debaixo de uma super pressão, era ano olímpico e elas haviam ganhado tudo o que disputaram, inclusive das americanas Wash e May. 

Nos nossos sonhos mais remotos e em qualquer roda em que se discutisse vôlei de praia, não se falava em outra coisa que não fosse Larissa e Juliana. 

Ficamos sem ação com a derrota na semifinal olímpica, mas nos recuperamos para jogar pelo bronze. 

Ao todo Larissa e Juliana venceram 1016 vezes -  em nove anos de parceria. 

Larissa e Juliana ainda estiveram aqui no Apenas um Ponto Esportivo protagonizando um Muito Prazer, especial em 3 partes ( Releia - Parte 1 - Parte 2 e Parte 3

Digam o que quiserem Larissa e Juliana são as nossas campeãs de 2012 nas areias do mundo.  A gente só não esperava o que viria depois, mas isso é um outro capítulo, o importante é que eles entraram Pra história do vôlei de praia mundial. 




29 de dezembro de 2012

Muito Prazer: Rebecca e Lili






Ceará e Espírito Santo são dois Estados com tradição no vôlei de praia brasileiro. Do primeiro, exemplificativamente, podemos citar os mitos Franco e Shelda; enquanto do segundo, merecem destaque os medalhistas olímpicos Larissa e Alison (Mamute). É desses dois Estados que vêm nossas personagens de hoje que, assim como seus conterrâneos, querem escrever seus nomes na história do esporte brasileiro e mundial.


Analisando o currículo das jovens Rebecca Silva e Liliane Maestrini, verificamos que, além da pouca idade, várias são as coincidências entre suas trajetórias profissionais.


Ambas iniciaram suas carreiras no vôlei indoor, passando por importantes clubes do País: enquanto Rebecca jogou pelo Pinheiros (SP); Lili defendeu o BCN (Joinville/SC). A migração das duas atletas para as areias também aconteceu pela mesma via, qual seja, Projetos de Novos Talentos: Rebecca pelo Projeto de Novos Talentos do técnico Reis Castro e do preparador físico Oliveira Neto, integrantes da comissão técnica de Larissa e Juliana; e Lili pelo Projeto Renovação da CBV.


As duas também foram representantes do Brasil em Campeonatos Mundiais de Base, conseguindo os dois últimos melhores resultados do País na competição: Rebecca foi prata no Mundial Sub-21, em 2012; e Lili conquistou o ouro em 2007. A primeira ainda foi a representante do Brasil no Mundial Sub-21, em 2011 e no Sub-19, em 2010. Nos torneios nacionais de Base, a história se repete: Rebecca foi Campeã Brasileira Sub-21 em 2011 e Sub-19 em 2010; já Lili, venceu o Sub-21 em 2007.


Quando partimos para torneios continentais, as coincidências prosseguem: tanto uma quanto a outra foram ouro nos Jogos Sul-Americanos de Praia: Rebecca em 2011 e Lili em 2009.


Vale mencionar, ainda, os outros títulos nacionais e internacionais que as duas conquistaram em suas incipientes carreiras, tais como, o ouro no Evento Teste dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2011, vencido por Lili; e o prêmio de Revelação do Circuito Banco do Brasil, no mesmo ano, faturado por Rebecca.


Jogando juntas desde a primeira etapa do Circuito Banco do Brasil 2012/2013, o destino profissional das duas jovens agora, mais do que nunca, parece apontar para o mesmo sentido: a vitória.


Desde a primeira participação como dupla, apesar do pouco tempo de treino juntas, as duas já mostraram a que vieram. Em Cuiabá, as campeãs mundiais Larissa e Juliana suaram bastante e precisaram de três sets para garantir a vaga na final da competição, que acabou com a nova dupla em quarto lugar. Na etapa seguinte, em Goiânia, Rebecca e Lili repetiram o resultado; e, em BH, ficaram com o quinto posto. Em Campinas, a tão sonhada final chegou e, com ela, o primeiro pódio da dupla, mais uma vez dando trabalho para as medalhistas de Londres, que precisaram levar o jogo para o tie break para assegurar o título da etapa campineira. Em Curitiba, nova presença no pódio, desta vez, no terceiro posto. 


No Rio, última etapa do ano, novo encontro com as heptacampeãs do Circuito Mundial e coube às novatas impor a última derrota da dupla que se separava naquela oportunidade, garantindo passagem para a final e, mais do que isso, para a conquista da primeira etapa de Circuito Banco do Brasil da carreira das duas atletas, quer individualmente, quer como dupla. E o título veio em um lugar inspirador e sugestivo: as areias de Copacabana, possível palco das disputas de vôlei de praia em 2016.


Além disso, Rebecca e Lili ainda conquistaram o ouro para o Brasil na primeira etapa do Circuito Sul-Americano, na Argentina, além de ambas estarem convocadas para a Seleção Brasileira de Praia, que representará o Brasil nas competições internacionais em 2013.


A meta da dupla é ambiciosa: estar nos Jogos Olímpicos 2016, no Rio, e é este o objetivo que perseguem sob a batuta do técnico Elmer Calvis. A estrada é longa, construída dia-a-dia, com dedicação aos treinos e muito foco, mas, com a determinação que as duas têm demonstrado, ninguém ousa duvidar de que conseguirão chegar lá, não é mesmo?



Ana Sofia é advogada e administra a Fan Page Oficial da Rebecca Silva (www.facebook.com/rebeccasilvaoficial) e a página Rebecca e Lili (www.facebook.com/rebeccaelili) no Facebook

Foto da dupla: Karina Zanella 
Foto da Rebecca: Iranice Santos